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Entrevista com Lenine: do Natal da Magia com show, afeto e sobre os caminhos de EITA
19 de Dezembro de 2025

Entrevista com Lenine: do Natal da Magia com show, afeto e sobre os caminhos de EITA

Show gratuito ocorre neste domingo, 21, em São José/SC

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Por Entretenimento 19 de Dezembro de 2025 | Atualizado 19 de Dezembro de 2025

Sobre a capa: Capa de EITA, novo álbum de Lenine,
a partir de linogravura desenvolvida com exclusividade
pela artista Luiza Morgado. Foto: Flora Pimentel.

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Às vésperas de subir ao palco da Beira-Mar de São José, para encerrar a programação do Natal da Magia, o cantor Lenine concedeu entrevista à titular da Coluna Entretenimento, jornalista Leticia Bombo.

Em show gratuito, marcado para domingo (21), às 20h, o artista pernambucano apresentará um repertório que atravessa sua trajetória marcada pela experimentação, pelo violão inconfundível e por canções que ajudaram a redesenhar a música brasileira nas últimas décadas.

Antes de Lenine, Ivan Lins subiu ao palco do evento, no último dia 13, e a cantora Alcione se apresentará no sábado (20), às 22h. Apesar de os shows serem gratuitos, é necessário reservar ingressos pelo site (https://shotgun.live/pt-br).

Na conversa a seguir, em formato ping-pong, Lenine também fala sobre EITA, seu mais recente álbum de estúdio. Lançado após dez anos, o disco – que não integra o repertório do show deste domingo, pois vai estrear nos palcos em maio de 2026 – surge como um manifesto de liberdade criativa, profundamente ligado ao Nordeste, à ancestralidade e à autonomia artística. Um trabalho pessoal, sensorial e potente, de um dos criadores mais inquietos e inventivos da música brasileira.

Foto: Malu Freire


Lenine, que demais o público da Grande Florianópolis, que é seu fã, ter o privilégio de assistir a um show seu, gratuitamente. Qual música não pode faltar em um show aqui?

Tem algumas canções que eu não posso deixar de cantar. É o caso de “Hoje Eu Quero Sair Só”, “Jack Soul Brasileiro”, “Paciência, “A Rede”. São músicas que estão sempre presentes nos repertórios que eu preparo para os shows.

Falando sobre EITA, depois de ter passado por esses dez anos sem produzir, você contou que entendeu que a música está em você, não tem como separar. Nesse processo de se afastar de produções, mas não dos palcos, você se aproximou mais do que e qual foi o maior desafio?

Faz dez anos do lançamento do meu último álbum gravado em estúdio, “Carbono”. Mas, em 2018, lancei “Em Trânsito”, que é um disco gravado ao vivo, então esse afastamento não foi tão grande assim. O que aconteceu nesse intervalo foi a vida se impondo. Teve a pandemia, aquele pandemônio que atravessou todo mundo, e teve também o nascimento prematuro do Otto, filho do meu filho Bruno, que mobilizou muito a família. Tudo isso acabou estendendo esse tempo até o surgimento do EITA.

O EITA assume o Nordeste de forma muito direta e, ao mesmo tempo, parece ser o seu trabalho mais pessoal. Como as dimensões território e identidade se cruzam nesse disco?

EITA é uma grande homenagem ao Nordeste e isso é assumido de forma direta, quase descarada. O Nordeste está muito presente, não só como referência cultural, mas como protagonista do trabalho. Ao mesmo tempo, o disco carrega toda essa pessoalidade e autoralidade que atravessam a minha trajetória. Talvez por isso seja o meu álbum mais pessoal e, ao mesmo tempo, o mais nordestino.

Qual é a mensagem que você intenciona transmitir – tanto com o álbum quanto com o média-metragem, que é uma novidade na sua carreira, né?! – e como é compartilhar momentos/sentimentos, de certa forma íntimos, com o público?

O filme surgiu quase como uma forma de estimular a imersão no álbum. De certa maneira, a grande vedete do média-metragem é o próprio disco. É o áudio do álbum que protagoniza todo o filme. O audiovisual nasce a partir dessa percepção de que tínhamos feito um álbum para ser visto. A partir disso, corremos atrás de filmar um filme para ser ouvido. É uma extensão natural do disco e um convite a esse mergulho mais profundo.

De que maneira a relação próxima com músicos e parceiros influenciou o som, as escolhas e até a atmosfera do álbum e do filme?

Tanto o filme quanto o álbum, e principalmente as participações e os músicos envolvidos em cada canção, reafirmam a intimidade do projeto. A intimidade permeia todo o processo de feitura do EITA.

O EITA ainda vai ganhar estrada: a turnê do novo trabalho está prevista para começar em maio de 2026, a partir de Recife, e a ideia é rodar o Brasil com o espetáculo, passando pelas principais cidades e capitais. Até lá, o público catarinense tem a chance de encontrar Lenine no presente, em um show que celebra a trajetória, a canção e o encontro.

A apresentação na Beira-Mar de São José integra o Natal da Magia, projeto que espalha música, arte e encontros comunitários por Florianópolis e São José, reafirmando a potência da cultura quando ela ocupa o espaço público. É nesse cenário de celebração coletiva que Lenine sobe ao palco, reforçando o poder da canção como elo entre memória, território e afeto, e deixando no ar a promessa de um novo reencontro, na expectativa do show de EITA, após ele cair na estrada.

OUÇA “EITA” NOS APPS DE MÚSICA

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