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Conversamos com Juliano Tejada, diretor de criação da Seven
25 de Outubro de 2010

Conversamos com Juliano Tejada, diretor de criação da Seven

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Ele fala sobre sua trajetória na profissão, a conquista do Profissionais do Ano da Rede Globo e o CCSC
 
25/10/2010
 
AcontecendoAqui – Quem é Juliano Tejada? De onde vem? O que estudou?
Juliano Tejada – Nasci em São Lourenço do Sul,  200km ao sul de Porto Alegre. Fui morar em Pelotas, cidade ao lado, para cursar a Faculdade de Publicidade na Universidade Católica de Pelotas.
AAqui – Qual sua trajetória no mundo da propaganda?
J.T. – Eu me formei em 2000. Para os dias de hoje, comecei tarde. Com 23 anos, em 1999. Larguei um emprego que não era nem de perto o que eu queria e fui trabalhar em agências. Ainda em Pelotas, trabalhei em duas bem pequenas. Fazia de tudo, de verdade.
Como o mercado estava totalmente estagnado, sem espaço para a galera que saía da faculdade, restava fazer o que geralmente se faz: ir para Porto Alegre. Mas nessa época eu vinha muito à Santa Catarina, curtir as praias e, especialmente, ia bastante a Joinville. E curtia muito a cidade. Como minha namorada era de lá, pensei: vou de mala e cuia. Cheguei e uns dias depois acertei com a Z/Quattro. Isso em 2002, quando realmente fui atuar como redator, pois até então havia sido pau pra toda obra. E em 2003 saí com algumas pessoas para começar a Exit, que cresceu em ritmo acelerado, rapidamente conquistou clientes importantes, como Dânica, Shopping Mueller, Enfim, Carinhoso. Nesse período, em Joinville, fiz minha especialização em Audiovisual, pela PUC-PR.
 
AAqui – Desde quando você está em Blumenau?
J.T. – Acabei saindo da Exit em 2006, bem no momento em que recebi a oferta do Fábio. Ele e a Raquel – diretores da agência – me contaram do projeto da Seven, eu acreditei e vim para Blumenau. Sorte a minha, que acreditei!
 
AAqui – Qual é a estrutura de criação na Seven?
J.T. – Hoje temos sete pessoas na criação. Mas trabalhamos muito próximos do atendimento e do planejamento. Isso ajuda. Temos uma equipe experiente e também muito competente. E isso não é discurso, apesar de parecer. Essa característica de investir em qualidade está no DNA da Seven, é o pensamento da empresa. Focamos o SER MELHOR. E isso faz toda a diferença, não só para o cliente, mas para o mercado e os próprios profissionais que estão no time.
AAqui – Você é diretor da criação de uma das agências vencedoras do Profissionais do Ano Região Sul. Fale sobre esse trabalho e os aspectos que o nortearam: brief, plataforma criativa, planejamento, mídia e produção.
J.T. – A passagem dos 45 anos da FURB era uma comemoração especial e teve uma campanha também especial do ponto de vista de porte. Como – além de ser um ótimo produto de se trabalhar – nós já conhecíamos bem a Instituição, o trabalho fluiu muito bem.
A campanha foi grande, completa e precisava mostrar a importância de uma Universidade com mais de quatro décadas de serviços prestados para toda a comunidade. Além dos comerciais premiados no Profissionais do Ano da Rede Globo, usamos jornal, intervenções na Universidade, rádio, Internet, outdoors, endomarketing. Uma campanha boa de se fazer e que teve uma grande repercussão.
AAqui – Esse foi um trabalho que teve uma produção caprichada. Tanto que ganhou esse prêmio. Os clientes de sua região dão condições para as agencias realizarem produções de primeira?
J.T. – A verba dessa campanha foi bastante apertada, vale destacar. Nos comerciais mesmo, o que não faltou foi negociação e reuniões de pré para encontrar as soluções que acabaram viabilizando tecnicamente e financeiramente os quatro roteiros. E neste ponto – além da qualidade, claro – vale destacar o comprometimento da Cristal e do nosso querido Alessandro.
Sobre os clientes, acho que é um trabalho de mão dupla. Ele precisa aceitar, ser aberto, investir, mas você também precisar encantar e ser pertinente. Tentamos encontrar clientes com essa cabeça, mas precisamos fazer a nossa parte. E creio que estamos fazendo, pois não só os prêmios dos últimos anos mostram isso, mas também o crescimento contínuo da agência revela que estamos no caminho.
AAqui – Com alguma frequência agências catarinenses têm usado fornecedores de outros Estados. O que eles têm que os catarinenses não têm?
J.T. – O mercado de Santa Catarina como um todo vem se profissionalizando, evoluindo. Eu falo de produtoras de áudio e vídeo, agências, gráficas, agências de web. Mas São Paulo e até mesmo o Rio Grande do Sul e o Paraná possuem mercados mais maduros que o nosso. Com todos os segmentos investindo em qualidade chegaremos lá. E aí, com certeza nossa busca pelo que é de fora diminuirá.
AAqui – Você é professor de redação na FURB. Como é o ensino da propaganda atualmente na Região do Vale? Há diferença na qualidade oferecida pelas Universidades da Capital?
J.T. – Na verdade fui convidado alguns semestres para lecionar. Não é algo permanente, apesar de muito importante, a gente cresce dando aula.
Temos opções, aqui mesmo no Vale do Itajaí, o que já é positivo. Não conheço tanto a realidade de ensino em Florianópolis, mas analisando a conjuntura nacional, creio que ainda temos que evoluir muito, visando à melhoria dos cursos. E, especificamente em nossa área, penso que precisamos aproximar bastante a academia e o mercado.
AAqui – Qual o grau de concorrência que agências da Capital exercem sobre o mercado de vocês. Agências do Paraná e Rio Grande do Sul também incomodam?
J.T. – Sim, incomodam. Mas no fim a concorrência anda junto com a evolução. O saldo acaba sendo positivo.
AAqui – A forma de fazer propaganda está mudando a cada dia. Novas mídias, novos consumidores, novos desafios. Como vocês da Seven estão encarando essa realidade?
J.T. – Com atualização permanente, pesquisa, cursos, parceiros estratégicos. A complexidade e vastidão das coisas dentro da comunicação atualmente são excitantes. Até porque não só as agências precisam evoluir sempre e cada vez mais rápido, mas os clientes também precisam, para poderem entrar na onda dessa realidade mutante.
AAqui – O que você acha de certas pessoas que postam comentários denegrindo o trabalho das agências catarinenses, indiscriminadamente?
J.T. – Eu não acho, não tenho idéia de quem elas sejam. Mas se são do mercado, se estão envolvidas com a comunicação de alguma forma, deveriam estar fazendo algo pra tentar melhorar o todo, pois crítica indiscriminada não tem sentido de existir. Isso é covardia, na verdade.
AAqui – Você foi um dos primeiros a abraçar a ideia de fazer renascer o CC,SC, quando o Padilha decidiu pilotar essa causa com incentivo e apoio total do AcontecendoAqui. O que o motivou a isso?
J.T. – Creio que a pergunta anterior responde em parte a esta. Penso que unidos melhoraremos não só os profissionais e a qualidade dos trabalhos, mas o mercado como um todo. E sei que você pensa assim, pois está e sempre esteve presente, ao lado da gente.
AAqui – O que o CCSC poderá fazer por criativos que atuam em cidades menores?
J.T. – Essa união, esse networking que se cria é muito positivo. E todos estão convidados a participar, inclusive da eleição, pois basta ser associado para lançar uma candidatura. As inscrições de chapas vão até o dia 29 de outubo.
AAqui – Hoje você é integrante da Santa Chapa que vai concorrer às eleições do CC SC. O que te motivou a compor a chapa?
J.T. – As pessoas, que estão lá desde a reativação do Clube. A empolgação dessa turma é contagiante. E estamos realmente falando de algo que é importante para o mercado como um todo. Então é uma forma de se comprometer também.
AAqui – Quais as principais propostas da chapa?
J.T. – Primeiro, dar continuidade, tocar em frente o que começou e deu certo, como nossos encontros com grandes criativos, os Night Clubes. O site também já está andando, gerando conteúdo relevante. Algo muito importante é o nosso próprio Prêmio. Assim como em outros Estados, o próximo prêmio de criação Catarinense já deve ter a organização do CCSC. ?? um grande projeto.
AAqui – Quando será a eleição e quem poderá votar?
J.T. – Todos os sócios do Clube podem votar na próxima eleição, dia 12 de novembro. Quem não for sócio, pode associar-se pelo site.
AAqui – Quantos sócios tem o Clube até o momento?
J.T. – Em torno de 80, pelo que sei. Gente que confia no projeto. Por isso, a próxima diretoria eleita precisará mostrar serviço. A peteca não pode cair.
AAqui – Pelo que se sabe há apenas a chapa de vocês. Você acha que apenas uma chapa não é falta de interesse dos criativos pelo Clube?
J.T. – Pode ser. A única diferença é que a SANTA CHAPA conta com gente que abraçou o projeto lá no seu renascimento, em 2008. Ou seja, está envolvida há tempos. E o Clube ganhou força só no ano passado, com o começo dos Night Clubes. O envolvimento vem com o tempo.
AAqui – Você compartilha do ditado que todo publicitário tem um ego enorme, acima do normal? No interior a fogueira das vaidades também está presente no dia a dia?
J.T. – Não creio que seja maior que a média. Mas se for, precisamos nos analisar, pois não temos motivo pra isso. Seja na capital, ou seja, no interior, né? (risos)

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