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Tarifa de 50% dos EUA pode prejudicar indústria catarinense
10 de Julho de 2025

Tarifa de 50% dos EUA pode prejudicar indústria catarinense

Presidente da FIESC afirma que medida ameaça investimentos e compromete relação comercial

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A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) considera que a tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros deve impactar as exportações catarinenses.

O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, afirma que é importante manter o diálogo diplomático, pois a medida pode levar ao cancelamento de investimentos no Brasil. Para ele, é necessário buscar uma solução com equilíbrio e foco nos interesses nacionais.

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A FIESC avalia o tema sob três pontos: do ponto de vista econômico, a taxa não se justifica, já que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o Brasil há décadas; quanto à política interna, destaca-se que o Brasil é um país soberano e tem o direito de tomar decisões próprias; e no campo diplomático, aponta-se que o país tem adotado posições que o afastam dos EUA.

“A implementação da tarifa anunciada nesta quarta, de 50%, compromete a competitividade dos produtos catarinenses, uma vez que países concorrentes em setores relevantes para a pauta exportadora de SC podem ser submetidos a taxas bem inferiores”, frisa Aguiar.

Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações catarinenses. No ano passado, o estado embarcou para lá US$ 1,74 bilhão, na sua maioria itens manufaturados, como produtos de madeira, motores elétricos, partes de motor e cerâmica.

Superávit
Brasil e Estados Unidos têm uma relação econômica de longa data e, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova tarifa afeta diretamente a competitividade de cerca de 10 mil empresas brasileiras que vendem para o mercado norte-americano.

Os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil há mais de 15 anos. Somente entre 2014 e 2023, esse saldo favorável foi de US$ 91,6 bilhões em bens. Incluindo serviços, o superávit norte-americano atinge US$ 256,9 bilhões. Entre as maiores economias do mundo, o Brasil está entre os poucos países com saldo positivo para os EUA.

A CNI também informa que, em 2023, a tarifa média aplicada pelo Brasil aos produtos dos EUA foi de 2,7%, abaixo da tarifa nominal de 11,2% prevista pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

 

 

Foto de Alex Duffy na Unsplash

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