Cannes Lions 2025 | Nick Law: a criatividade não morreu — ela mudou de lugar
20 de Junho de 2025

Cannes Lions 2025 | Nick Law: a criatividade não morreu — ela mudou de lugar

Entre técnica e intenção, o “porquê” ainda é humano

 

Na fala que encerrou o dia no palco do Debussy Theatre nesta quinta (19), o Creative Chairperson da Accenture Song, Nick Law, entregou mais do que uma análise sobre IA, cultura e tecnologia. Ele fez um chamado à ação — ou melhor, à desobediência.

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🎯 Prompt engineering com empatia: o papel do criativo na era da IA

“This is a great interface,” disse Nick Law, apontando não para uma tela, mas para o próprio palco — e o público. A provocação é clara: a interface mais poderosa ainda é a humana. Por isso, na era das ferramentas generativas, o papel dos criativos é traduzir tecnologia com empatia. Tornar compreensível, acessível e emocional o que, à primeira vista, pode parecer técnico demais.
“We need to translate these technologies with empathy. For normal people.”

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🌀 Uma nova gramática criativa

Nick Law propõe uma nova gramática criativa para a era da IA. Segundo ele, estamos vivendo uma “explosão cambriana criativa” impulsionada pela inteligência artificial. Mas, ao contrário da euforia em torno de mais produção, mais personalização, mais tecnologia, Law alerta: nada disso vale se não for feito com intenção, bom gosto — e empatia.

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📉 A ilusão do conteúdo constante

Um dos momentos mais marcantes foi quando ele questionou o entusiasmo exagerado com a ideia de um “content supply chain” — uma cadeia infinita de conteúdo. “Quando a expressão se torna abundante, a atenção se torna escassa”, citou, referindo-se a Václav Havel, para ilustrar que, em meio ao ruído, o que se destaca é a clareza com significado.

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👥 Entre o pessoal e o comum

Nick propôs um espectro entre o comunal e o pessoal. No topo do funil, campanhas que tocam todo mundo com histórias universais. No pós-venda, experiências personalizadas que resolvem problemas reais.
“Você não chora no avião porque o filme foi feito para você. Você chora porque ele fala sobre todos nós.”
Marcas que tentam ser tudo para todos acabam se tornando invisíveis.
“O risco da personalização em excesso é que a marca se torne névoa.”

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🎯 Campanhas como interfaces

Em vez de criar só para algoritmos, Nick defende que o criativo é um engenheiro de interfaces humanas. Mostrou cases que misturam serviço com entretenimento e ativação com causa — como uma ação de beisebol onde o público recebia upgrades de assento ao vivo via app, resolvendo um problema real com criatividade.
“Tecnologia sem empatia vira ruído. Criatividade com intenção vira cultura.”

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🍺⚾️ Criatividade como serviço + causa + entretenimento

Nick então mostrou um exemplo que mistura serviço, buzz social e propósito — com cerveja e beisebol no meio.
“Baseball is back. You just scored tickets to the game. But your view looks like this…”
A campanha parte de uma situação frustrante: você comprou o ingresso, mas o assento tem uma visão péssima.
A marca, então, intervém: oferece upgrades de lugar em tempo real — como serviço útil, mas também como gancho de ativação social e até ação de marca com causa (acessibilidade, inclusão, transparência nos eventos).
Essa solução simples gera valor para o consumidor, viraliza nas redes e mostra o poder da marca de agir no mundo físico com inteligência digital.

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🔁 O que isso tem a ver com IA e prompt engineering?

Tudo.
Nick está dizendo que, se conseguimos criar interfaces úteis e criativas com empatia, seja com IA ou com beisebol, estamos fazendo engenharia de prompts — não só com palavras, mas com experiências.

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🧠 Criatividade como intenção, não execução

No encerramento da apresentação, Nick Law virou o jogo da discussão sobre IA com uma simples analogia:
“Você não prende um rato porque a armadilha fecha — você prende porque pensou que o rato queria o queijo.”
Essa é a essência de uma teoria da mente aplicada à criatividade. Entender o outro, antecipar sentimentos, imaginar a reação. E é aí que a IA, por mais sofisticada que seja, ainda não chega.
“Esses modelos foram feitos para raciocinar. Mas não são muito bons em ser irracionais. Então vá lá e seja irracionalmente humano.”

📍 Debussy Theatre | Cannes Lions 2025 – Imagem: Guilherme da Luz

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O que sua empresa pode aprender com isso:
● IA é ferramenta, mas a intenção segue humana
● Criatividade é colaboração entre expressão e invenção
● Campanhas eficazes equilibram valor real e emoção coletiva
● A fricção entre diferentes perfis pode gerar soluções extraordinárias

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🟡 Nota do editor: este conteúdo foi produzido diretamente de Cannes, com base na cobertura presencial da sessão de Nick Law. A estrutura e curadoria foram otimizadas com apoio da IA (ChatGPT), garantindo fluidez em meio à maratona de painéis.

💻 Com IA: 70 minutos — estrutura, edição editorial e analogias.
✍️ Sem IA: eu provavelmente ainda estaria desenhando uma ratoeira no caderno, tentando terminar esse artigo com um insight que prestasse.

Originalidade editorial: 90%
Uso de IA: 10%

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