Cannes Lions | YouTube mira os próximos 20 anos como palco da próxima revolução criativa
18 de Junho de 2025

Cannes Lions | YouTube mira os próximos 20 anos como palco da próxima revolução criativa

Evento no Grand Théâtre Lumière revelou tendências, ferramentas e o papel central dos criadores na nova era da cultura digital

 

O futuro do YouTube é agora — e ele será moldado por criadores e inteligência artificial. Essa foi a mensagem principal do seminário especial da plataforma no Cannes Lions 2025. Realizado no Grand Théâtre Lumière, o evento celebrou os 20 anos do YouTube olhando para frente — com dados, tendências e lançamentos de novas ferramentas de IA generativa para criadores e marcas.

Quem conduziu a conversa foi Neal Mohan, CEO global da plataforma. Com tom empolgado e direto, ele relembrou a trajetória do YouTube desde “Me at the Zoo”, o primeiro vídeo publicado em 2005, até os dias atuais — em que a plataforma virou vitrine para movimentos culturais e uma nova geração de empreendedores criativos.

Criadores como startups

Segundo Mohan, os criadores são as novas startups de Hollywood. Criam suas próprias equipes, constroem estúdios e movimentam economias inteiras com seus canais. “Eles estão reinventando a indústria que os inspirou. E mais: estão criando empregos para roteiristas, editores, produtores e diretores.”

📍 CEO do YouTube, Neal Mohan, no palco do Grand Théâtre Lumière | Imagem: Guilherme da Luz

YouTube como a nova TV – e muito além

Entre os destaques, Mohan reforçou que o YouTube é hoje a nova televisão — só que moldada pelas preferências dos usuários. Os espectadores querem escolher o que assistir, por quanto tempo e em que formato. Podcasts, por exemplo, foram apontados como um dos formatos mais relevantes atualmente na plataforma. Só no YouTube, já são mais de 1 bilhão de pessoas assistindo podcasts por mês.

Shorts em ascensão e IA no centro

Os vídeos curtos também ganharam destaque. O YouTube Shorts já soma mais de 200 bilhões de visualizações por dia, e para impulsionar ainda mais esse formato, o YouTube anunciou que o novo modelo de IA da DeepMind — o Veo 3 — será integrado ao Shorts ainda neste verão.

A ferramenta permitirá criar clipes inteiros com áudio e vídeo a partir de prompts simples. É a IA como aliada da criação — e não como substituta.

Democratizar ferramentas é democratizar o storytelling

O criador e empreendedor Brandon Baum, fundador do Studio B, subiu ao palco para mostrar como sua equipe já integra IA em todas as etapas de produção. Para ele, a IA não elimina a criatividade, mas expande seus caminhos: “Estamos em um momento em que não somos mais limitados por hardware, custo ou conhecimento técnico — só pela nossa imaginação.”
Em uma fala marcante, Brandon resumiu o espírito do seminário:

“Ferramentas que empoderam criadores não apenas facilitam processos — elas mudam quem tem o direito de contar histórias.”

📍 Brandon Baum apresenta ferramentas de IA e bastidores do Studio B | Imagem: Guilherme da Luz

Presença de criadoras no palco

Antes de Brandon, o palco recebeu duas influenciadoras de destaque global: Alex Cooper, do podcast Call Her Daddy, e Amelia Dimoldenberg, do Chicken Shop Date. Ambas falaram sobre autenticidade, liberdade criativa e como o YouTube permitiu construir um público fiel. “A possibilidade de decidir tudo — da thumbnail ao roteiro — muda a relação com quem assiste”, disse Amelia.

📍 Amelia e Alex: talk shows em novos formatos, feitos para a era digital | Imagem: Guilherme da Luz

O que esperar da próxima era criativa

Ao final da apresentação, Mohan apostou alto: os próximos 20 anos serão definidos pela fusão de comunidades, criadores e inteligência artificial.

“Minha maior aposta é que o YouTube continuará sendo o palco onde tudo acontece. Onde qualquer pessoa com uma ideia pode transformar seu sonho em carreira — e sua voz em impacto.”

Mais do que uma retrospectiva, o seminário deixou clara a visão de futuro do YouTube: uma plataforma viva, moldada por criatividade, tecnologia e comunidade.

O que sua empresa pode aprender com isso
• IA não substitui talento criativo, mas o amplia
• Ferramentas certas nas mãos certas mudam tudo
• Criadores são ativos estratégicos, não apenas canais de mídia
• Podcasts e shorts têm papel central na nova cultura visual
• Plataformas querem mais do que audiência: querem cultura

🟡 Nota do editor: este conteúdo foi produzido diretamente de Cannes, com base na cobertura presencial do evento. A estrutura e revisão do texto foram otimizadas com apoio da IA (ChatGPT), garantindo agilidade em meio à programação intensa.

Produção estimada:
💻 Com IA: 60 minutos – estrutura, organização e síntese das falas do palco, com checagem cruzada das apresentações.
✍️ Sem IA: eu provavelmente ainda estaria na Sala de Imprensa tentando decifrar minhas próprias anotações. — e publicaria isso quando o YouTube já tivesse lançado o VO4.
Originalidade editorial: 85%
Uso de IA: 15%

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