Pela primeira vez no Cannes Lions, o Canva lançou sua Canva Beach — um espaço dedicado a demonstrações, oficinas criativas e ativações interativas voltadas a profissionais de design, marketing e conteúdo.
A marca se junta ao grupo de plataformas que usam a experiência in loco para mostrar como suas ferramentas impulsionam criação em escala. Foi lá que aconteceu um dos painéis mais objetivos — e surpreendentes — do dia.

Nesta terça-feira, 17, às 15h00, (Horário da França) o palco da Canva Beach recebeu um painel apresentado pela Variety, como parte da série in the C-Suite. No centro da conversa: Patricia Corsi, CMO Global da Kimberly-Clark, e Dominic DiMeglio, EVP e Chief Marketing & Data Officer da Paramount Streaming. Um papo direto sobre o que realmente impulsiona marcas a crescerem — com ou sem aprovação prévia do consumidor.
Dados ajudam, mas não decidem
Logo no início, Patricia foi clara: algumas das melhores campanhas da sua carreira não passaram em teste com consumidor. “E tudo bem”, disse. Segundo ela, o que sustenta grandes ideias não é a aprovação prévia — é a combinação entre uma estratégia sólida, coragem para apostar e só depois, sim, o uso das ferramentas, inclusive IA.
“A ordem importa: estratégia primeiro, coragem depois, IA por último.”
Dominic reforçou esse ponto. Em sua visão, a abundância de ferramentas não é o problema — o desafio está em colocá-las nas mãos certas. Gente que saiba ouvir, interpretar e transformar dados em conteúdo com impacto real. No caso da Paramount, isso se traduz em decisões criativas que respeitam timing cultural, consistência de tom e formatos que conversem com múltiplas plataformas ao mesmo tempo.
Inspiração onde menos se espera
O painel também abordou a importância da escuta ativa e de sair da bolha. Patricia citou como conversas informais com motoristas de táxi renderam mais insights sobre comportamento de consumo do que muitos relatórios sofisticados. A provocação é válida: será que não estamos confiando demais em dashboards e esquecendo de observar o comportamento real?
DiMeglio completou com outro ponto sensível: campanhas bem-sucedidas nascem da capacidade de traduzir intenção em experiência. E, para isso, dados sozinhos não bastam — é preciso combinar curiosidade criativa com intuição estratégica.
A Variety no centro das decisões
Com curadoria da Variety, o espaço in the C-Suite trouxe ao festival uma programação voltada a executivos de alto nível, com foco em conversas objetivas sobre impacto, crescimento e cultura de marca — com menos buzzwords e mais bastidor. Entre o glamour das ativações e a intensidade das premiações, foi um bom lembrete de que por trás das grandes campanhas, existem grandes decisões.
O que sua empresa pode aprender com isso:
- Nem todo insight vem do algoritmo — escutar o mundo real ainda funciona
• Coragem é parte do processo criativo — não um risco a ser evitado
• IA não substitui a estratégia — ela só é útil quando usada no tempo certo
• Ferramentas são importantes. Pessoas, mais ainda.
Nota do editor: este conteúdo foi produzido diretamente de Cannes, com base na cobertura presencial do evento. A estrutura e revisão do texto foram otimizadas com apoio da IA (ChatGPT), garantindo agilidade em meio à programação intensa.
Originalidade editorial: 90%
Uso de IA: 10% (estrutura e revisão)
Com IA: 35 minutos — com ajuda para estruturar e alinhar os destaques reais do painel.
Sem IA: eu provavelmente ainda estaria tentando transformar uma fala sobre fralda em insight estratégico.

Na foto: Executivos da Kimberly-Clark e Paramount mostram como ultrapassar os dashboards e transformar dados em decisões que movem marcas – Foto: Guilherme da Luz
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