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ARTIGO | ESG: no caminho certo, mas ainda há muito o que fazer
11 de Junho de 2025

ARTIGO | ESG: no caminho certo, mas ainda há muito o que fazer

Qual o gancho para despertar essa adesão?

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Por Maurício Dallagrana*

Avaliar como as questões ambientais, sociais e de governança, relacionadas ao negócio e à estratégia empresarial, podem ser medidas e aprimoradas, contribuindo para a longevidade das organizações e a sustentabilidade global. Para os especialistas da Martinelli ESG, situada em Joinville, é esse o eixo da “onda global” que virou a chave do universo corporativo, no rumo de práticas mais efetivas e consistentes. Programas dirigidos a esses três eixos – ambiental, social e de governança – deixam de ser exceção e se tornam regra nos mais diversos setores, o que é uma ótima notícia.

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Levantamento da Amcham Brasil, a maior entidade multissetorial do país, ouviu 687 executivos sobre como anda a adoção dessas práticas em suas corporações, e encontrou uma curva ascendente. Ao todo, 71% das participantes revelaram estar no estágio inicial (45%) ou avançado (26%) na implementação de ações relacionadas aos princípios contemplados pelo ESG. Um avanço robusto, de 24 pontos percentuais, sobre o retrato divulgado no ano anterior. Na avaliação da entidade, significa que as organizações estão sensíveis sobre a relevância da agenda de sustentabilidade – e mais e mais engajadas. Mas também indica que há muito trabalho pela frente, com uma parcela expressiva de empresas que recém optaram por essa trajetória.

Qual o gancho para despertar essa adesão? A mesma pesquisa trouxe dados interessantes. Para 78%, o primeiro ponto é a constatação de que, pela via do ESG, a empresa consolida seu impacto positivo sobre o meio ambiente e as questões sociais. Fortalecer a reputação no mercado e melhorar o relacionamento com stakeholders foram outras das razões apontadas pelos executivos, segundo o levantamento da Amcham. Embora a conscientização de que se trata de um caminho sem volta seja predominante, as organizações apontam desafios, como a dificuldade em medir resultados e a ausência de uma cultura forte de sustentabilidade, que precisam ser vencidos para que o ESG ganhe ainda mais espaço entre as corporações.

No Grupo Plaenge, maior construtora do Sul do país, com operações em seis estados – entre eles, Santa Catarina – e no Chile, essas três letras endossam o compromisso com um modelo de gestão responsável. Mesmo antes de o conceito ganhar o formato atual, as questões ambientais, sociais e de governança acompanhavam nossa atuação no mercado, nos 55 anos de nossa história. O Grupo Plaenge participa de forma positiva em cada localidade onde opera, trabalhando para o desenvolvimento sustentável da sociedade, promovendo ações que valorizam o meio ambiente urbano, com um conjunto de boas práticas voltadas às comunidades locais, e apoiando instituições que atendem os mais vulneráveis.

Nesse contexto, para citar somente um exemplo, nossos projetos adotam tecnologias de ponta como o sistema denominado BIM (do inglês, Building Information Modeling), que garante maior eficiência e processos mais sustentáveis. Sustentabilidade, vale frisar, é palavra de ordem no setor de construção, em aspectos que vão do uso de materiais adequados a técnicas construtivas modernas que permitam a redução de resíduos.

É o esforço concentrado de toda a sociedade, inspirada pelos pilares do ESG, que vai nos ajudar a construir um futuro melhor para todos.

*Maurício Dallagrana é superintendente regional do Grupo Plaenge em Santa Catarina

Foto: Pexels

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