Para a maioria dos profissionais de marketing, a inteligência artificial (IA) terá um papel significativo em seus planos nos próximos 12 meses.
No entanto, essa poderosa ferramenta também demanda muitos recursos. Desenvolver uma estratégia robusta exigirá equilibrar objetivos concorrentes para garantir a eficácia da IA no longo prazo. Essa questão é um dos principais temas do relatório The Marketer’s Toolkit 2025.
Um pedido feito no ChatGPT, por exemplo, consome até 10 vezes mais energia do que uma busca no Google. A Alphabet, proprietária do Google, revelou que o uso de IA foi responsável por um aumento de 48% em suas emissões de carbono entre 2019 e 2023 – e reconheceu que isso dificultará a redução de suas emissões no futuro.
Com as grandes expectativas dos profissionais de marketing em relação à IA, seu uso pode contradizer a prioridade urgente de adotar práticas mais sustentáveis em um momento de crise climática.
As emissões relacionadas ao uso de algoritmos publicitários não são novidade. A maior parte das emissões no marketing programático vem da seleção de anúncios. Contudo, a IA vai muito além – por exemplo, gerar uma única imagem consome tanta energia quanto carregar um smartphone.
Ignorar essas questões pode atrair críticas de consumidores ambientalmente conscientes e levar a uma maior fiscalização regulatória.
Apesar dos desafios, existem ações que os profissionais de marketing podem adotar para minimizar o impacto ambiental, incluindo:
- Reduzir o desperdício de anúncios.
- Priorizar investimentos em mídias com práticas eco-conscientes.
- Dimensionar modelos de IA (como LLMs) para atender às necessidades específicas, em vez de usar a ferramenta mais poderosa disponível.

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Fonte: WARC
