14/07/08
“Tal reconhecimento, além de inútil, fere frontalmente os próprios objetivos da propaganda, vista como instrumento da livre iniciativa e da liberdade de competição”
– Nosso colunista Francisco Socorro, que é um dos Comgurus da propaganda catarinense, estará em São Paulo nos dias 14, 15 e 16 de julho participando do IV Congresso Brasileiro de Publicidade, onde atuará como relator da comissão ???Responsabilidade sócio-ambiental da propaganda???. Numa de suas idas à Capital paulista para reunir-se com aquela comissão, Socorro encontrou-se com o mestre Francisco Gracioso, conselheiro da ESPM – que será o presidente da comissão de ???Educação, a profissão e o mercado???, que discutirá, entre outros temas, a questão da regulamentação profissional. Na ocasião Socorro pediu a Gracioso sua manifestação sobre a regulamentação da profissão de publicitário. Confira na sequência:
???Socorro,
Como você sabe, o tema do reconhecimento da profissão de publicitário faz parte da pauta da Comissão de Educação do IV Congresso. Os membros da Comissão deverão opinar sobre o assunto no relatório de conclusões.
Minha opinião, da qual não faço segredo, é que tal reconhecimento, além de inútil, fere frontalmente os próprios objetivos da propaganda, vista como instrumento da livre iniciativa e da liberdade de competição.
Se levarmos em conta o que já ocorre nas principais agências de propaganda de SP, nas quais cerca de 60% dos funcionários das áreas ???ditas profissionais??? são egressos dos cursos de Comunicação Social, veremos que um eventual reconhecimento pouco poderia acrescentar…”
