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Diretor de Arte da Heads, de Curitiba, explica como funciona a publicidade nas mídias sociais
18 de Janeiro de 2012

Diretor de Arte da Heads, de Curitiba, explica como funciona a publicidade nas mídias sociais

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Segmentar o público-alvo, permitir a interatividade e receber um feedback instantaneamente. Estas são algumas das vantagens de se publicar anúncios em redes sociais e, embora muita gente não goste de ver seu perfil repleto de publicidade, é natural que as agências vejam nessas novas mídias um nicho óbvio. De acordo com o diretor cultural do Clube de Criação do Paraná (CCPR) e diretor de arte da agência Heads, Bruno Barros, as campanhas em redes sociais só sofrem críticas quando são mal elaboradas. “Simplesmente colocar um link no perfil do usuário sem considerar se aquilo é pertinente para ele ou sem ter uma mensagem criativa, certamente não vai gerar os resultados esperados. A chave para o sucesso de uma estratégia de mídia para as redes sociais está na relevância das peças para o usuário. Se aquilo que você anuncia é pertinente e interessante para o seu público, o resultado certamente será positivo”.
 
Levou um tempo para que os anunciantes parassem de encarar as redes sociais como uma ferramenta exclusivamente adolescente e perdessem o medo de investir nesse nicho. Hoje a situação se reverteu, e chega a ser arriscado descartar estes canais dos planos de mídia das marcas. “Acredito no preparo das agências para essa nova realidade, então cabe a nós, publicitários, desmitificar as redes sociais para os nossos clientes e aproveitar todas as possibilidades que elas nos oferecem”, conta Barros.
 
Segundo o publicitário, a estratégia que as agências estão adotando é a de levar as marcas para as redes sociais e permitir que façam parte da vida dos consumidores. A ideia é criar perfis e páginas para as marcas nas redes sociais. E quando se trata dessas novas mídias, não basta adequar um anúncio que é normalmente veiculado em mídias tradicionais. “É preciso criar uma peça totalmente nova, que ofereça a possibilidade do usuário interagir com a sua marca e que traga alguma utilidade para ele. O ideal é buscar um formato onde ele não seja mero espectador da sua mensagem, e sim, que ele se torne vetor de difusão dela”, afirma Barros.
 
É claro que há riscos. Nem sempre as agências aceitam novas ideias, e insistem em adaptar a publicidade dos outros meios para as redes sociais, da forma mais simplista possível. “Colocar o usuário como receptor passivo da mensagem em um meio onde ele é agente transformador é um grande erro”, alerta o publicitário. Esta é uma iniciativa que pode fazer com que a marca seja simplesmente ignorada por seu público, ou mesmo, trazer críticas negativas.
 

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