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Artigo | Deepfakes, Lensa e Futebol
09 de Dezembro de 2022

Artigo | Deepfakes, Lensa e Futebol

por Fabiano Goldoni

Hoje vamos misturar alguns assuntos aqui para mostrar como as tecnologias podem se conectar de forma não muito convencional.

Se você também pagou para produzir suas imagens no aplicativo da moda, o Lensa, vai descobrir que esse negócio não é só modinha e já tem gente ganhando algum dinheiro vendendo o próprio rosto para ser usado comercialmente.

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O que isso tem a ver com a tecnologia do impedimento?

Segue o fio aí que no final as coisas se encontram.

Ao scroll infinito. E além!

Dizem que o melhor lugar para esconder qualquer coisa é a segunda página do Google. Isso já não era mais verdade quando buscamos qualquer coisa usando o celular. Agora, o Google anunciou que irá implementar o scroll infinito no desktop também. A turma especialista em SEO já deve estar se coçando para atualizar seus processos e boas práticas.

Isso vai acabar com o rodapé do site com aqueles links e informações (às vezes muito úteis).

 

Quando realizamos uma busca no celular hoje, não temos mais estas informações. Além disso, existem outras questões interessantes sobre a rolagem infinita que podem gerar uma experiência não muito positiva para o usuário. Eu prefiro sem a paginação, mas com rodapé fixo na base do site. E você? Acha que dá pra agradar todo mundo?

A.I. muito além do Lensa

O Lensa é um app que virou uma febre momentânea no instagram. Muitos amigos pagaram para ter suas imagens geradas pelo poder computacional da inteligência artificial. Como todas as modinhas do Instagram, o Lensa explora a vaidade e narcisismo que existe, em maior ou menor grau, em cada um de nós. Não é uma crítica. É uma constatação mesmo.

Só que a mesma inteligência artificial que reconstrói rostos para postar nas redes sociais também está sendo usada para pessoas venderem seus rostos para outros usos. A empresa Hour One, entre outras, é uma startup que utiliza fotos e vídeos de pessoas reais para criar deepfakes com uso comercial. Dessa forma, bancos de imagem, produtoras de vídeo, agências de modelos e outras empresas do ramo podem multiplicar a capacidade de produzir material com pessoas reais com imagens produzidas por computador.

A tecnologia amiga do juiz

A equipe de arbitragem do futebol tem cada vez mais tecnologia ao seu dispor. As câmeras ao redor do gramado passaram a ser usadas para ajudar o VAR a marcar impedimentos milimétricos, penalidades máximas quase invisíveis e também reverter lances marcados pelo juiz de campo. Só que o VAR passou a ser meio lento e amarrar muito o jogo. Foi então que pesquisadores do MIT decidiram fazer a bola “sentir” o toque do jogador para ajudar na agilidade da marcação dos impedimentos. Outro ponto fundamental para essa tecnologia acelerar a marcação dos impedimentos são uma série de câmeras especiais instaladas ao redor do campo para detectar a posição dos jogadores e da bola.

Se juntarmos as tecnologias de reconstrução facial em tempo real, com as tecnologias empregadas no campo de futebol, não vai demorar o dia em que poderemos pagar para colocar o nosso rosto no corpo do Neymar durante a transmissão ao vivo do jogo. Isso é algo muito próximo de acontecer: deepfake como produto para transmissões ao vivo.

Oriundo LinkedIn

Foto do topo:Freepik

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