Se no dia anterior algumas gigantes da tecnologia estiveram presentes no palco principal (Microsoft, Apple, Airbnb), no encerramento do Web Summit 2022, a Meta era uma das empresas mais esperadas pelos presentes, que encheram a Altice Arena em Lisboa mais uma vez.
Em edições passadas o “ex-Facebook” já tinha falado sobre a transição da empresa para o metaverso, colocando suas fichas no imenso potencial que existe nesse conceito. A head de produto da Meta, Naomi Gleit, foi convocada para explicar os próximos passos da gigante da tecnologia, que ainda está engatinhando no metaverso, mas investe pesado para levar pessoas e empresas para esse novo mundo.
Naomi explicou seu trabalho integrando todos os produtos, como Instagram, a rede social Facebook e WhatsApp no metaverso e definiu o metaverso como o futuro da Internet, possibilitando a experiência de vivenciar a internet em 3D.
Indagada pelo apresentador do painel sobre o papel da Meta no metaverso e a preocupação existente sobre se a empresa do Facebook concentraria ainda mais poder do que já tem (sendo muito criticada por isso nos últimos anos), a executiva foi taxativa. “A Meta não vai ser dona do metaverso. Não acredito que nenhuma companhia sozinha pode ser dona do metaverso, assim como nenhuma companhia é dona da internet”.
KondZilla brilha em Lisboa
A presença de Konrad Dantas, conhecido como KondZilla, teve o destaque merecido pela organização do festival. O brasileiro teve 20 minutos no palco principal para falar sobre sua presença e sucesso estrondoso no YouTube, criando conteúdo musical incrível e com a cara do Brasil.
Konrad explicou sua jornada e deu dicas sobre como crescer na plataforma de vídeos, criando conteúdo de qualidade, com mensagem e propósito.
É importante o Brasil ter um espaço assim, afinal o próprio evento abre suas portas para novas experiências e visões e nosso país terá destaque nessa nova era, com uma edição no Rio de Janeiro garantida para maio de 2023.
Theneo vence o PITCH
Um dos momentos mais esperados do evento é o PITCH, uma das competições de startups mais importantes do mundo e que coloca em prática tudo que é conversado durante as centenas de painéis do Web Summit.
Desta vez foram 2.300 concorrentes, com 105 chegando na etapa final e tendo a oportunidade de ter a atenção dos presentes no palco principal do evento para um pitch rápido perante investidores e gente do mundo todo.
O vencedor do PITCH de 2022 foi a Theneo, uma plataforma que usa a Inteligência Artificial para importar documentações de API, sendo rápida de gerar soluções e fácil de manter.
Você sabe o que é uma API? A sigla significa Application Programming Interface e resumindo bastante, trata-se de um conjunto de padrões e protocolos que permite a integração entre diferentes programas e softwares. Por exemplo, com uma API você consegue pagar no app de entrega de comida com PIX, acessando seu internet banking rapidamente.
Por que estamos explicando isso? Porque com o Theneo, uma API deixa de ser papo de programador e torna-se mais fácil criar soluções tecnológicas, mesmo para quem não tem uma base técnica de anos estudando linguagens e códigos.
The winner of PITCH 2022, in partnership with @Siemens, has been crowned!
Congratulations @TheneoAPIDoc 🙌 pic.twitter.com/mSmlIZmR6X
— Web Summit (@WebSummit) November 4, 2022
Nos últimos três anos os vencedores tinham sido empresas de medtech, algo bastante relevante pelo momento que a humanidade passou.
Neste ano a Biome Diagnostics da Áustria representava as medtechs na grande final, concorrendo também com a Gataca, uma startup espanhola de soluções de software para negócios. Mesmo não tendo vencido, o reconhecimento e a exposição com certeza valeram a pena.
Assim encerrou-se mais um Web Summit, com um gostinho especial para os brasileiros por saber que a próxima edição não será apenas em um ano em Lisboa, mas daqui a seis meses na cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro.


