Estudantes catarinenses embarcaram na última quarta-feira (6) para a Tailândia com uma grande responsabilidade na bagagem. Kamylo Serafim Porto, Kauan Biring Fontanela e Lucas Adriano dos Anjos, junto ao professor Paulo Sérgio Gai Montedo, formam a equipe Robotron-SC, que irá representar Santa Catarina e o Brasil nas Olimpíadas de Robótica entre os dias 11 e 17 de julho.
O projeto iniciou em 2020 no curso de Técnico em Mecatrônica, no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), campus de Criciúma. De lá até aqui foram competições regionais, estaduais e nacionais. “A nossa expectativa para a competição na Tailândia é a mais alta possível. Vamos apresentar o resultado de três anos de trabalho. Estamos com a sensação de dever cumprido e agora temos mais esse desafio para cumprir e que é o nosso ponto alto. Estamos com o coração bem acelerado”, resume Lucas.
O professor Paulo Sérgio descreve a confiança em todos os seus, agora, ex-alunos. “É uma equipe que vem se esforçando todos os dias, conciliando estudo e trabalho. Vamos representar o nosso estado da melhor forma possível, mostrar que é possível entrar no mundo da robótica e competir de maneira digna. Vamos fazer o nosso melhor”, descreve.
Assim como o professor, os pais são testemunhas do esforço dos três jovens. “São todos muito dedicados, focados no que fazem, determinados. As famílias e toda região estão na torcida”, ratifica a mãe de Kamylo, Kátia Serafim. Os competidores são das cidades de Sangão e Jaguaruna, no Sul do estado.
No ano passado, eles alcançaram o primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), na modalidade RescueLine, o que possibilitou representar o país na competição internacional. Nesta modalidade, eles competem com um robô autônomo sob um percurso formado por obstáculos. O robô desenvolvido pelos catarinenses tem uma missão nobre: ao fim do traçado ele precisa cumprir sua tarefa de resgate de pessoas em situação de risco.
“O processo de criação do robô foi bem puxado, tivemos pouco tempo desde a confirmação do evento e a viagem, passamos a última noite antes da viagem trabalhando até 4h da manhã, vamos trabalhando no voo, é um processo bastante laborial, precisamos testar, refazer, aprender com pesquisas, com nossos próprios erros e sempre aprimorar”, descreve Kauan.
Além dos apoios regionais, a equipe submeteu proposta para a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), pelo edital de Chamada Pública – Programa de Apoio à Participação em Olimpíadas Científicas, Feiras de Ciência, Tecnologia e Inovação e Competições de CTI.
Para o presidente da Fapesc, incentivar a participação de estudantes e professores nesse tipo de competição é gerar conhecimento, inovação e novas tecnologias. “Quando a gente incentiva a participação neste tipo de competição, estamos incentivando o desenvolvimento do conhecimento. Uma competição desse tipo permite que se leve o resultado de um trabalho que será testado e colocado à prova”, finaliza.

