Olá amigos do Acontecendo Aqui
Espero que tenham gostado dos relatos sobre o primeiro dia do Gramado Summit. Na sequência comento sobre o 2º dia do evento, que foi muito rico em conteúdo…boa leitura!
por Leonardo Ghidini*
Dia 2 – 07/04

Simone e publicitária e gerente de conteúdo na VMLY&R, atendendo contas como Casas Bahia e Ponto Frio. Sua apresentação foi simples, porém, bastante objetiva, trazendo para o público dicas de várias ferramentas para criação de conteúdo (todas gratuitas com opção de upgrade para versões pagas). Segundo ela, conteúdo bom tem que ser pensado e estudado!
Ela separou as ferramentas em 4 grupos;
• Para pensar em conteúdo (só conhecia Google e Twiter);
o GOOGLE TRENDS
o TREND TOPICS TWITER
o ANSWER THE PUBLIC (esse e muito bacana)
o QUORA (estilo comunidade)
o SOOVLE
o ALSO ASKED (esse tambem)
o BLOG IDEAS GENERATOR
• Para organizar conteúdos (só conhecia o Trello)
o TRELLO (esse eu usava nos tempos de NSC)
o ADOBE SPARK PLANNER
o GOOGLE KEEP
o NOTION
o ASANA
• Para escrever conteúdos (não conhecia nenhuma)
o SINONIMOS (evitar repetição de termos ao longo do texto)
o HEMINGWAY APP (avalia se o texto está ótimo, se dá pra melhorar ou péssimo para refazer)
o COPY AI
o QUILLBOT (faz uma versão melhorada do seu texto com base em IA)
• Para criar as artes do conteúdo (só conhecia o Canva)
o CANVA (e suas diversas ramificações)
o INFOGRAM (GRAFICOS)
o PIKTOCHART
o DESYGNER
o FLATICON
o UNCREEN (edição de vídeos)
o PICTALIO (banco de vídeos)
o CLEANUP PICTURES (remoção de fundos das fotos e imagens)
o CAPCUT (segundo ela, o queridinho do momento dos creators)

João e sócio fundador da Curseria, plataforma de educação e inspiração criada para expandir, conectar e multiplicar historias, experiências e aprendizados. Já soma mais de 30 mil alunos.
Em uma das melhores apresentações do evento até aqui, JP já começa com o pé na porta dizendo F*da-se o algoritmo! Você deve aprender a criar conteúdo que converta de verdade! Segundo ele, as pessoas não querem só consumir, ela querem se envolver com as marcas e suas histórias. Isso porque elas gostam de se sentir em tribos!
E para transformar seus seguidores em clientes você deve criar uma conexão com sua audiência, pois as marcas que você interage e gosta falam muito sobre você como indivíduo. Porém, para ser um bom PRODUTOR de conteúdo, antes de mais nada, você precisa ser CONSUMIDOR de conteúdo!
Depois ele fala sobre o Instagram que, segundo ele, é a rede social mais difícil de crescer. Ele trouxe 3 mitos para desmistificar sobre a plataforma;
1. O algoritmo te boicota?
• Não, ele não é seu inimigo! Ele é um aliado do consumidor, ou seja, se ninguém está te vendo e porque seu conteúdo não agrada…
2. Você só consegue vender com milhares de seguidores?
• Se você não vende com 1.000 seguidores onde é muito mais fácil de conhecer seu público e promover engajamento não será com 10.000 que você vai conseguir! Só vai perder em grande estilo…
3. Hacks tem o poder de gerar um grande alcance?
• Nada mais são que dicas que se transformam em método ou processo em busca de maior eficiência.
JP afirma que não se deve buscar audiência absoluta e sim a audiência certa! Seguir aleatoriamente os hypes pode te trazer público, mas não necessariamente aquelas pessoas que irão comprar de você. Para isso ele sugeres alguns exercícios e reflexões;
• Por que você me segue?
• Qual o meu post mais legal que você se lembra?
• Quais contas você mais consome?
O real objetivo de uma marca deve ser passar todas as informações necessárias sobre seu negócio e sobre seu produto para aumentar o nível de consciência dos clientes e deixá-los mais próximos do momento da compra. As pessoas só compram o que estão convencidas e já sentem que precisam, o ato de pegar a carteira e comprar um produto e o final de um funil.

Daniela e responsável pelo time local de Product Design da WGSN na américa latina, a saber, maior empresa de pesquisa de tendências do mundo! Eles se consideram “change forecasters” (devem prever as mudanças que vão acontecer) e todo ano publicam um paper sobre o consumidor do futuro.
Segundo Herbert Simon, Cientista americano vencedor do Prêmio Nobel, as emoções influenciam e, às vezes, determinam completamente as nossas decisões. E a pandemia potencializou isso de uma forma sem igual nestes últimos 2 anos, e o reflexo imediato disso são 4 sentimentos em ascensão hoje (em razão do curto tempo ela aprofundou apenas 2 deles);
1. Choque com o futuro
• Mudanças rápidas na sociedade e na tecnologia causam um sentimento de apreensão
• Aqui ela destaca a curva de reminiscência, onde estudos mostram que a maioria das pessoas lembra claramente de experiências entre os 15 e 25 anos (nostalgia). Isso explica a explosão por produtos retrô nestes últimos 2 anos (vídeo games antigos, séries antigas que voltaram ao topo de audiência, etc.)
• Outro ponto relevante aqui é a questão que a pandemia e o tele trabalho forçaram as pessoas a se tornarem multitarefas, fazendo reuniões e relatórios ao mesmo tempo em que cuidavam dos filhos e cozinhavam! Isso, logicamente, trouxe uma perda de precisão na execução das tarefas, levando a menos eficiência e um ciclo crônico de estresse e ansiedade.
• Por fim, a compressão do tempo, um efeito cognitivo em que o tempo passa mais rápido do que a pessoa pensa, começa a afetar aqueles que frequentam metaversos e realidades virtuais.
2. Excesso de estímulos
• A sobrecarga emocional e um estilo de vida sempre conectado estão esgotando os nossos sentidos
• Sobrecarga de dados; 2,5 quintilhões de bytes de dados são criados todos os dias e 90% dos dados disponíveis no mundo todo foram criados nos últimos 2 anos.
• Medo das descobertas; os últimos eventos ocasionaram uma desordem emocional (do medo a indignação, da tristeza a raiva), isso levou as pessoas a se sentirem sobrecarregadas e está impulsionando o FOFO (fear of finding out), um medo e apreensão sobre o que está por vir.
3. Otimismo realista
• Esqueça a positividade tóxica. Chegou a hora de encarar tudo de modo realista
4. Encantamento
• Um sentimento de fascinação que se manteve em segundo plano nos últimos anos.
Como consequência, ela apresenta os comportamentos massificados “amanhã” (aqui ela foca no primeiro);
1. Reguladores
• Avesso a mudanças e farto do bombardeio de informações, este grupo quer certeza e conforto
• Fadiga de mudanças; a capacidade das pessoas de lidar com as pequenas mudanças eé50% menor do que no pré-pandemia. Trabalhar com uma nova equipe ou ter um gerente novo impacta as pessoas 2,5 vezes mais do que uma fusão da empresa, por exemplo.
• Estratégias de engajamento
a. Comércio por voz; de acordo com a Forest Research, 43% dos usuários vão diretamente à barra de pesquisa dos sites de varejistas. A frustração gerada pelos resultados pode ter consequências desagradáveis para as marcas (se não encontram o que querem, 68% dessas pessoas abandonam o site sem comprar nada). Assim surgiu o Disruptel, assistente de voz com visão!
b. Compra e entretenimento; Criado pela Amazon Prime, o reality show de moda “Making the Cut” permitiu ao público comprar os looks vencedores em tempo real, usando um canal dedicado na Amazon.
c. Facilitadores da jornada de compra; segundo a consultoria Heady, 78% dos consumidores em nível global não pretendem baixar um app para concluir uma transação, enquanto 80% se sentiriam frustrados com o varejista se tivessem que baixar um app. Assim surgiu o Scandit, app de escaneamento inteligente.
d. InWith; nos EUA, a InWith desenvolveu lentes de contato eletrônicas que oferecem visão em realidade aumentada em conjunto com um dispositivo eletrônico (a empresa espera ter autorização da FDA para comercializar a novidade ainda em 2022)
2. Conectores
• Contrário à cultura da pressa (mas não preguiçoso), este grupo está redefinindo o conceito do compartilhamento
3. Construtores de Memórias
• Este grupo trocou o perfeccionismo pela busca por estar presente (valoriza o hoje)
4. Neo-sensorialistas
• Dos tokens à metaeconomia, conheça os criadores do futuro digital
Pra encerrar, ela deixou 3 dicas para a plateia;
1. Ajude o seu cliente a promover a previsibilidade e navegar melhor pelas mudanças
2. Invista em tecnologias que melhorem a logística do seu cliente
3. Comunicação é chave
*Leonardo Ghidini é consultor de Empresas na HL Ghidini Consultoria e Sócio Administrador da Liam Alimentos. E colaborador do AcontecendoAqui
