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Média anual de startups criadas em Joinville aumentou 380% ao longo da última década
30 de Março de 2022

Média anual de startups criadas em Joinville aumentou 380% ao longo da última década

Segundo mapeamento realizado pelo Join.Valle, cidade tem 164 negócios ativos

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O número de startups na maior cidade catarinense cresceu 41,3% em relação a 2020. Hoje, são 164 negócios ativos empregando pelo menos 2300 pessoas. Os dados são do Mapeamento de Startups de Joinville, pesquisa lançada pelo Join.Valle, movimento que visa fomentar o empreendedorismo e a inovação na região.

Desde a criação da entidade, há sete anos, o município vem fortalecendo seu ecossistema: de 2010 a 2015, a média de startups criadas por ano era cinco, enquanto entre 2016 e 2021 o valor subiu para 24.

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Em relação ao faturamento, a maioria delas (52%) apontam ter ganhos anuais de até R$100 mil, enquanto 16% faturam entre R$100 e R$500 mil e 30% acima de R$500 mil.

Apesar do cenário demonstrar um estágio inicial em diversos negócios, já é possível visualizar um avanço em relação ao mapeamento anterior, de 2020, quando apenas 12% das startups faturavam entre R$100 e R$500 mil e 22% acima de R$500 mil anualmente. Parte disso deve se relacionar com o aumento do acesso à capital.

Não à toa, Joinville subiu 16 posições entre os Índice de Cidades Empreendedoras 2020 e 2022 nesse quesito. Iniciativas como o Join.VC, fundo de investimento de risco do Join.Valle em parceria com a Bossanova Investimentos, buscam melhorar ainda mais este gap nos próximos anos.

Dionei Domingos, Diretor Presidente do Join.Valle comenta que, “Ficamos muito felizes em poder comprovar em números como estamos ampliando cada vez mais nosso potencial econômico e consolidando Joinville enquanto um ecossistema de inovação. Isso nos dá insumo para buscarmos conexões com investidores e com o mercado e acelerar ainda mais o desenvolvimento local”.

A importância de programas de fomento ao ecossistema

Das 164 startups ativas mapeadas, 61,5% tiveram sua origem através de programas de fomento à inovação. Em 2020, apenas 26 haviam apontado esse fator como determinante para o início dos seus negócios.

“Nos últimos anos, diversas iniciativas aceleraram o empreendedorismo em Joinville. Um exemplo é a Jornada de Empreendedorismo, Desenvolvimento e Inovação (JEDI), que busca potencializar negócios em estágio inicial com treinamentos, workshops e mentorias. Sete edições já foram realizadas, englobando mais de 500 participantes”, explica Dionei. Entidades como Sebrae, Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e Softville — incubadora e capacitadora da região —, agora presentes no parque tecnológico Ágora Tech Park, também contribuíram para maior colaboração e interação entre diferentes agentes do ecossistema.

Em termos de modelos de negócios, o mapeamento traz que a maioria das startups (45%) se posiciona como B2B, seguidas de B2B2C (25%) e B2C (8,5%). As estatísticas fazem sentido com a história da cidade, que alinha o crescimento tecnológico com a forte indústria local. Não é à toa que serviços e gestão aparecem como os principais setores entre as empresas mapeadas. Em verticais de atuação, os destaques são ESG — sigla para governança ambiental, social e corporativa —, com 20 startups, e fintechs, com 19, que lideram seguidas pelos mercados de tecnologia da informação e comunicação (TIC), de healthtechs e de marketplaces.

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