Depois de lançar o Soli, sensor que usa das ondas eletromagnéticas de radar para ajudar o usuário a adiar alarmes ou pausar músicas através de gestos com as mãos, agora a divisão de Produtos e Tecnologia Avançada do Google (ATAP) estuda explorar um jeito dos computadores entenderem e reagirem às necessidades dos usuários naturalmente.
A ideia é não precisar de câmeras. Com a tecnologia, por exemplo, a TV poderia pausar o filme que está sendo exibido quando percebesse que o espectador não está ali a assistindo naquele momento, e retomar a exibição quando ele voltasse.
Para o chefe de design da ATAP, Leonardo Giusti, à medida que a tecnologia se torna mais presente na vidas das pessoas, é justo começar a pedir à própria tecnologia algumas dicas. “Da mesma forma que sua mãe pode lembrá-lo de pegar um guarda-chuva antes de sair pela porta, talvez seu termostato possa transmitir a mesma mensagem quando você passar e olhar para ele – ou sua TV pode diminuir o volume se detectar que você adormeceu no sofá”, aponta o profissional.
Giusti conta que boa parte da pesquisa é baseada em proxêmica, o estudo de como as pessoas usam o espaço ao seu redor para mediar interações sociais. À medida que alguém se aproxima de outra pessoa, espera um maior envolvimento e intimidade, e isso foi usado para estabelecer que pessoas e dispositivos têm seus próprios conceitos de espaço pessoal.
Foto do topo de Ron Lach no Pexels.
