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Atenção aos golpes digitais deve ser redobrada durante a crise da COVID-19
24 de Março de 2020

Atenção aos golpes digitais deve ser redobrada durante a crise da COVID-19

Foto: Christian Wiediger/Unsplash

 

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Já não bastasse o momento de medo que se vive em todo o mundo pelo risco de contágio pela COVID-19, golpistas digitais estão aproveitando para roubar dados das pessoas, obter dinheiro e até realizar assaltos às casas das vítimas. O aplicativo de mensagens WhatsApp é a principal ferramenta utilizada para disseminar informações, com links falsos que prometem acesso a máscara, álcool-gel e exames em domicílio para detecção da doença. Segundo a empresa de segurança digital PSafe, 2 milhões de brasileiros foram atingidos apenas entre 13 e 20 de março.

Uma das notícias falsas que circulou entre os usuários era de que a Ambev estaria doando álcool gel mediante ao preenchimento de um cadastro. A empresa foi obrigada a desmentir a informação, pois se tratava de uma página que roubava informações.

Além disso, alguns dos golpes detectados também prometiam assinaturas grátis em serviços de streaming e até pagamento extra para beneficiários do Bolsa Família. Com os dados, os golpistas têm a possibilidade de acessar contas bancárias para fazer compras e transferências.

Em uma ação mais extrema dos bandidos, um número telefônico falso do hospital Albert Einstein foi divulgado em grupos de WhatsApp e em páginas na web com a promessa de que fariam em domicílio um exame para detecção do Covid-19. A partir da coleta de dados, os bandidos tentavam assaltar os pacientes. O hospital precisou suspender agendamentos pelo aplicativo.

Aplicativos maliciosos também estão na lista dos mal intencionados. A empresa de segurança Avast detectou 35  relacionados ao Covid-19 –  nenhum deles distribuído em lojas oficiais, como a Play Store do Google, mas sim por SMS ou links na web.

 

Proteja-se

“Existe um esforço geral para compartilhar as informações essenciais sobre o coronavírus. Isso acaba ajudando a ação dos cibercriminosos. Mas uma coisa não muda, o usuário não deve informar seus dados pessoais em sites desconhecidos”, afirma em nota Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky.

Sempre deve-se suspeitar de sites e apps compartilhados por e-mail, SMS ou app de mensagem. É sempre importante verificar os endereços desses links. E lembre-se de que quando a esmola é demias o santo desconfia, ou seja,  se o link ou app promete algo extraordinário ou se faz muitos pedidos de dados, há algo errado.

Também é útil não fornecer dados para sites que possam parecer inseguros. Para quem quem está no PC ou usa aparelhos com Android, é recomendável também ter aplicativos antivírus ativados.

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