A Meta, dono do WhatsApp, Facebook e do Instagram entrou na onda de cortar gastos e realizar o congelamento de contratações.
Através de uma publicação da empresa nesta quarta-feira, 9, Zuckerberg afirmou que irá demitir 11 mil funcionários, o que corresponde a 13% da equipe. No final de setembro, a Meta tinha 87.000 funcionários em todo o mundo, nas diversas plataformas do grupo. Essa é a 1ª demissão em massa no Facebook, empresa fundada há 18 anos, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.
Recentemente o Twitter também anunciou a demissão de 50% de seus funcionários, após a aquisição da rede social pelo bilionário e CEO da Tesla, Elon Musk. “Com relação à redução da força do Twitter, infelizmente não há escolha quando a empresa está perdendo mais de US$ 4 milhões por dia”, disse.
Sobre a demissão em massa na Meta, o fundador do Grupo, Mark Zuckerberg, ressaltou ser uma das mudanças mais difíceis. “Decidi reduzir o tamanho de nossa equipe em cerca de 13% e dispensar mais de 11.000 de nossos talentosos funcionários. Também estamos tomando várias medidas adicionais para nos tornarmos uma empresa mais enxuta e eficiente, cortando gastos discricionários e estendendo nosso congelamento de contratações até o primeiro trimestre”, afirmou o CEO em nota publicada.
Sobre o crescimento desproporcional da receita, Mark ressalta que, “Não apenas o comércio on-line voltou às tendências anteriores, mas a desaceleração macroeconômica, o aumento da concorrência e a perda de sinal de anúncios fizeram com que nossa receita fosse muito menor do que eu esperava. Eu entendi errado, e assumo a responsabilidade por isso”, disse.
“Acredito que hoje somos profundamente subestimados como empresa. Bilhões de pessoas usam nossos serviços para se conectar, e nossas comunidades continuam crescendo. Nosso core business está entre os mais rentáveis já construídos com enorme potencial pela frente. E estamos liderando o desenvolvimento da tecnologia para definir o futuro da conexão social e a próxima plataforma de computação. Fazemos um trabalho historicamente importante. Estou confiante de que, se trabalharmos com eficiência, sairemos dessa crise mais fortes e resilientes do que nunca”, concluiu o CEO do Facebook.
As ações do grupo Meta caíram 57% desde a lista da Forbes do ano passado e, isso se deu, possivelmente, pela investida de Mark no metaverso, a queda de usuários do Facebook e também por causa da concorrência com outros aplicativos, como o TikTok, por exemplo.
Vale lembrar também que – pela 1ª vez desde 2014 – Zuckerberg saiu do top 10 dos mais ricos dos EUA pela Forbes 400 de 2022. A lista divulgada mostra o CEO na 11ª posição, ficando atrás de Jeff Bezos, fundador da Amazon e de Jim Waltoin, filho do fundador da rede Walmart.
Foto do topo:Freepik
Matéria realizada por Zacarias John, jornalista e membro da equipe do portal Acontecendo Aqui.
