Walmart e Target estão adotando inteligência artificial para aprimorar suas interações com os clientes, testando ferramentas como curadoria conversacional e compras preditivas.
O que a Target está fazendo
A Target firmou parcerias com grandes plataformas de IA para permitir que a experiência de compra seja moldada a partir das próprias conversas dos consumidores, explicou o COO Michael Fiddelke em teleconferência de resultados.
Antes das compras de fim de ano, a rede vai lançar um buscador de presentes baseado em IA generativa. O consumidor descreve o que procura, ou o problema que quer resolver, e a tecnologia da OpenAI oferece sugestões personalizadas. Exemplos: “Tenho um filho de 5 anos que ama dinossauros, que presentes encontro por menos de 20 dólares?” ou “Qual é um bom presente para minha sogra?”
A Target também está usando audiências sintéticas (públicos criados por modelos de IA) para que equipes de marketing e design possam testar produtos, campanhas e mensagens antes do lançamento.
O que o Walmart está fazendo
O Walmart também fechou parceria com a OpenAI para permitir que clientes comprem itens do Walmart e do Sam’s Club diretamente pelo ChatGPT.
“Começa de um jeito simples, pelo processo de checkout”, explicou o CEO Doug McMillon. “Mas o objetivo é criar experiências mais imersivas e integradas, conectando o Walmart aos consumidores de novas maneiras.”
O assistente digital da empresa, Sparky, está sendo treinado para agir em nome dos clientes. Por exemplo, sugerindo reposições de produtos que possam estar acabando. No Chile, o Walmart está indo além: testa o Carrito Listo, recurso que usa dados de compra para criar carrinhos preditivos com base nas marcas e frequências preferidas do consumidor. O cliente pode aceitar ou ajustar a sugestão.
Personalização com IA
Embora ajudar alguém a escolher um brinquedo de dinossauro barato não compense os bilhões investidos em IA, essas aplicações fazem a tecnologia se tornar parte natural do cotidiano. Varejistas têm um papel essencial em equilibrar o que os consumidores querem e o que não querem da IA.
No caso do Walmart, a meta é construir uma experiência de e-commerce multimodal, mais personalizada e relevante, que compreenda a intenção do consumidor e antecipe suas necessidades, poupando tempo.
Para as marcas, segundo McMillon, “os anúncios continuarão existindo, mas de forma mais contextual e útil”, aparecendo como recomendações ou conjuntos patrocinados que realmente agregam valor.

Foto: Pexels
Fonte: WARC
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