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Tecnologia leva ensino superior para tribo indígena do Paraná
14 de Fevereiro de 2024

Tecnologia leva ensino superior para tribo indígena do Paraná

O número de indígenas fazendo faculdade cresce a cada dia no Brasil

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Muitas comunidades não conseguem ter acesso à educação superior, motivadas principalmente pela distância até os polos de ensino e pela falta de mobilidade. Desta forma, a tecnologia se torna uma grande aliada.

O número de indígenas fazendo faculdade cresce a cada dia no Brasil. Em 2011, eram apenas 9.764, passando para 46.252 em 2021, um aumento de quase cinco vezes em dez anos, segundo levantamento do Instituto Semesp, que traz dados do Censo Demográfico do IBGE de 2022 e 2010, além do Censo da Educação Superior do Inep.

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Um dos fatores responsáveis por essa mudança é a Educação a Distância (EAD), que tem se expandido consideravelmente nos últimos anos, facilitando o acesso a educação superior.

Um exemplo está em Guaíra, no Paraná, uma cidade com pouco mais de 33 mil habitantes e oito aldeias, abrigando cerca de 7 mil indígenas. Lá, o polo de Educação a Distância (EAD) do Centro Universitário Cidade Verde (UniCV) está fazendo bonito. Ele atende alguns indígenas na graduação, principalmente da aldeia Tekoha Marangatu, onde vivem mais de 500 guaranis.

Em 2022, o polo foi responsável pela formação da segunda indígena dessa tribo, Daniela Acosta, que agora é graduada em Pedagogia. “Enfrentei vários desafios nos estudos, mas consegui superar tudo e realizar o sonho do diploma superior.” E não para por aí, a mãe, o irmão, a cunhada, os tios e tias dela também estão na faculdade.

No final de 2023, Paulo Martins e sua esposa, Lili Celeste, que são tios de Daniela e também estão na graduação. O tio Paulo, com 42 anos, compartilhou sua jornada cheia de percalços em busca da educação. Contou que não teve a chance de estudar na infância e só concluiu o Ensino Fundamental e Médio depois dos 30. “Fazer uma universidade representa uma chance de melhoria na vida. O próximo passo será uma pós-graduação e depois farei Educação Física. Quero deixar o meu exemplo para as crianças daqui”, disse ele. A esposa acrescentou que o desejo de estudar é motivado pela busca de um futuro melhor para seus filhos, e ela expressa tudo em uma só frase: “que eles sejam mais do que nós”.

A educação indígena e a tecnologia

O reitor da UniCV destaca a importância da tecnologia no suporte aos cursos oferecidos na modalidade EAD. Há seis anos, a plataforma JACAD tem sido fundamental como suporte para o acesso dos alunos, professores e gestão administrativa da instituição. A solução sustenta o trabalho de 40 mil professores e atende 500 mil estudantes em 2.300 polos localizados nos 22 estados brasileiros, incluindo vários da UniCV. A plataforma foi desenvolvida pelo Grupo SWA, com sede na cidade de Medianeira (PR), que se destaca entre os cinco principais grupos desenvolvedores de softwares educacionais do Brasil.

José Carlos Barbieri, reitor, afirma: “Com a plataforma da SWA, o aluno tem acesso ao conteúdo, pode assistir às aulas, conferir suas notas e tarefas. Além disso, o estudante também tem acesso aos seus dados pessoais, financeiros e acadêmicos”. Ele enfatiza que em lugares onde nem mesmo a internet chega, a plataforma proporciona a possibilidade da população desses locais ter acesso à educação. “Nossos alunos de Guaíra estudam para poder ensinar os mais novos, sem perder sua essência e seus costumes”, completa. A performance da instituição foi tão boa que garantiu uma nota 5, o melhor resultado atribuído pelo Ministério da Educação (MEC) na mais recente avaliação.

“A plataforma investe em segurança da informação, implementando medidas não apenas para atender à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas também para garantir a segurança dos negócios dos clientes. Outro diferencial é a implantação da Secretaria Digital e do Diploma Digital. A validação de documentos pessoais é feita com automação, garantindo segurança e agilidade”, destaca Scalabrin. “O JACAD permite a jornada completa: da matrícula ao pagamento das mensalidades”, completa o CEO do Grupo SWA, Leandro Scalabrin.

Assim, o Grupo SWA busca conquistar 13% do market share nacional do ensino superior, visando dobrar esse percentual até 2026. Em parceria com a UniCV, a projeção é atingir a marca de 100 mil alunos na modalidade EAD até o final deste ano.

Daniela Acosta (com o documento em mãos): segunda indígena a se formar na aldeia Marangatu, de Guaíra

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