O processo de transformação digital do varejo está ganhando em setembro um grande impulso com a UBI, solução que unifica o sistema atual de telemarketing, call center e e-commerce. É uma plataforma digital com multicanais de atendimento, vendas e relacionamento, e integra o grupo de novos negócios da holding OWTS, do empresário Marcelo Vieira.
Plataforma inovadora de vendas, atendimento e suporte que aproxima as empresas dos UBIs, ela permite que a abordagem seja feita por um consumidor que aprova e acredita em determinado produto e se disponha a oferecê-lo a quem demonstre interesse em adquiri-lo, ressaltando suas características e diferenciais.
De acordo com Marcelo Vieira, pessoas de quase todas as áreas profissionais e faixas etárias podem se cadastrar e oferecer produtos a quem, também cadastrado, tenha demonstrado a disposição de comprá-los. “Elas se tornam influenciadoras de uma ou mais marcas e produtos, podendo trabalhar com itens de empresas distintas, até concorrentes entre si”, diz ele. A divulgação de como se cadastrar para trabalhar com a UBI será feita a partir de setembro, através de várias frentes.
Para Vieira, vencedor do Top de Marketing ADVB 2017 e um dos finalistas indicados para o Prêmio Personalidade de Vendas ADVB 2019, a UBI vai revolucionar as relações de varejo, utilizando os recursos da Inteligência Artificial. “Esta plataforma era um sonho antigo. Comecei a desenhar em 2012. No entanto, não havia tecnologia ainda para suportar a ideia. Mesmo oito anos depois, ainda nos deparamos com muita complexidade. Mas agora aquele projeto tornou-se real e temos o objetivo de iniciar em setembro”, comemora ele.
Criada para ter escala e velocidade, empoderando pessoas pela tecnologia, a UBI vai facilitar vendas complexas, abrir oportunidades de trabalho e facilitar vendas para empresas e startups.
Facilidades
Ao contrário da abordagem tradicional do telemarketing, na qual o vendedor não conhece as demandas e necessidades do potencial cliente, a UBI é assertiva e visa pessoas cujo perfil é mais conhecido, ou seja, têm determinados gostos ou preferências, compram sempre produtos das mesmas marcas ou procuram, via internet, algo de que necessitam, de carros a itens de consumo corrente. Conhecendo essas particularidades, o vendedor – por sua vez, também um consumidor – pode abordar o cliente dando um depoimento sobre o item ou produto, falando de suas características e vantagens. Uma vez efetivada a venda, ele é remunerado com um comissionamento sobre o valor da transação.
Uma das vantagens da UBI é a possibilidade de um profissional trabalhar para si próprio, em local e horário que desejar, a partir de um portfolio que ele mesmo escolher. Vem daí a inspiração para a marca UBI. Junto a ela, tem como complementos as palavras be free be, que buscam transmitir a ideia de liberdade para atuar como e onde desejar.
Para as empresas, a plataforma pode levar a uma redução nos custos de venda e a um planejamento que considere as tendências e gostos imediatos do mercado. “Elas vão saber que tipo de produtos precisam desenvolver para fazer sucesso”, afirma Vieira, que acredita que o aplicativo será um fator de interação entre pessoas, típica das redes sociais, dentro do ambiente de negócios.
Mobilidade
Falar de um produto no qual acredita pode ser uma motivação a mais para quem o oferece, e a possibilidade de feedback, ou seja, de avaliação do atendimento pelo usuário, pode representar um atrativo para quem almeja o primeiro emprego ou quer obter uma renda extra, o que torna a UBI um instrumento de empregabilidade. Outra vantagem é que a plataforma é uma arma a favor da mobilidade urbana e da terceira idade, na medida em que reduz a necessidade de deslocamentos e pode alcançar pessoas de uma faixa etária cada vez mais propensa ao consumo e que tende a sair menos de casa.
Os jovens são vistos como potenciais candidatos a trabalhar com a plataforma, porque buscam seu primeiro emprego e estão mais conectados à característica digital dos grandes centros. “Com um celular e um aplicativo em 3G ele pode realizar o trabalho, sem barreiras geográficas ou de idioma”, completa Vieira.
