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Robôs realizam coleta de dados para o novo cálculo da inflação realizado pelo IBGE
07 de Fevereiro de 2020

Robôs realizam coleta de dados para o novo cálculo da inflação realizado pelo IBGE

Foto: Unsplash/Divulgação

 

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O IBGE divulgou nesta sexta-feira (07) a inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com base na nova cesta de produtos e serviços, que foi atualizada para acompanhar mudanças nos hábitos de consumo da população brasileira. É a primeira vez que robôs virtuais participaram  da coleta dos preços em páginas na internet.

Além disso, a inflação de janeiro trará preços do transporte por aplicativo coletados por robôs, inovação que será ampliada para as passagens aéreas a partir do IPCA de fevereiro. A novidade automatiza o processo que era realizado manualmente por técnicos que acessavam os sites das companhias e faziam simulações de centenas de preços de passagens, afirmou o gerente de Índices de Preços do IBGE, Pedro Kislanov. Com os robôs, o número de consultas passou para milhares, em poucos minutos.

Web scraping

Os sistemas começaram a ser desenvolvidos pelo IBGE em meados de 2018. A coleta dos dados é feita por uma técnica de programação chamada web scraping, que captura as informações nos sites de forma automática. Diversos testes foram realizados nos últimos dois anos e, de acordo com Kislanov, não houve grande diferença entre os preços coletados manualmente e os buscados pelos dois robôs. O projeto deu tão certo que um terceiro robô, que coleta preços de hotéis, está em fase de testes. O IBGE também estuda aplicar a técnica para outros produtos, como materiais de higiene e livros.

Inovação do papel aos robôs

Nos 40 anos de IPCA, a coleta dos preços sempre acompanhou os avanços tecnológicos. O indicador, criado em 1980, um ano depois do INPC, surgiu inovando e influenciou outras pesquisas do IBGE. A começar pelo questionário que, embora em papel, foi desenvolvido pela área técnica em uma formatação padrão com campos que podiam ser editados quantas vezes fossem necessárias – uma inovação à época, conta Marcia Quintslr, que por mais de 15 anos trabalhou como coordenadora de Índice de Preços. 

A coleta de dados seguiu avançando e, do papel, migrou para o Personal Digital Assistant (PDA), um computador de mão com caneta touch, implantado em 2007.

Em 2018, o IBGE sofisticou ainda mais a ferramenta de coleta ao desenvolver o DMC (Dispositivo Móvel de Coleta), um smartphone com um aplicativo do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC). Segundo Kislanov, o app possui uma interface mais intuitiva que a do PDA, tem ferramentas úteis ao pesquisador, como a calculadora, e dá acesso à internet, o que permite o envio das informações coletadas e dos relatórios de erro em tempo real para as bases de dados do instituto.

Para o futuro, além dos robôs que começaram a ser usados este ano, a Coordenação de Índices de Preços do IBGE vislumbra coletar preços por notas fiscais eletrônicas e códigos de barras.

 

Informações: Agência IBGE Notícias

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