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Resumos por IA mudam comportamento on-line, mas marcas devem agir com cautela
24 de Julho de 2025

Resumos por IA mudam comportamento on-line, mas marcas devem agir com cautela

Especialistas ainda não acreditam que a IA substituirá os mecanismos de busca tradicionais no curto prazo

Segundo um estudo do Pew Research Center, nos Estados Unidos, os resumos gerados por inteligência artificial (IA), como os exibidos no topo das buscas do Google, têm alterado o comportamento dos usuários on-line.

No entanto, especialistas ainda não acreditam que a IA substituirá os mecanismos de busca tradicionais no curto prazo. O estudo analisou a navegação de 900 adultos norte-americanos em março e identificou que, ao se depararem com um resumo por IA, os usuários tendem a encerrar sua navegação mais rapidamente do que quando não há um resumo.

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Principais descobertas

  • Apenas 8% dos usuários que viram um resumo por IA clicaram em links de resultados tradicionais; sem o resumo, a taxa foi de 15%;
  • 26% das sessões com resumo por IA terminaram ali mesmo, contra 16% nos casos de busca tradicional;
  • As fontes mais citadas nos resumos foram Wikipedia, YouTube e Reddit, somando 15% dos casos;
  • Buscas mais longas (com 10 ou mais palavras) têm mais chance de gerar resumos por IA (53%) do que buscas curtas (8%).

Debate sobre o impacto da busca com IA

A empresa de inteligência de mercado Datos observou que o tráfego para buscas com IA em navegadores (sem incluir apps e mobile) mais do que dobrou desde junho de 2024, agora representa 5,6% das buscas nos EUA. No entanto, ainda está longe dos 94% que vão para motores de busca tradicionais.

O CEO da Datos, Eli Goodman, disse ao Wall Street Journal que esse crescimento pode representar uma “mudança de era” no comportamento online. Entre os primeiros usuários de IA generativa (como ChatGPT e Perplexity), a fatia das buscas feitas em mecanismos tradicionais caiu de 76% para 61% no último ano.

Apesar disso, Goodman recomenda cautela às marcas, já que cerca de 90% das buscas com IA são voltadas a tarefas informativas ou de produtividade, como solucionar dúvidas ou realizar tarefas simples.

Andrew Lipsman, fundador da consultoria Media, Ads + Commerce, vê os resumos por IA não como substitutos, mas como mais uma frente de atuação para os profissionais de marketing. Ele destaca que a inclusão de publicidade nas respostas de IA pode ser o próximo ponto de virada, exigindo investimentos adicionais das marcas.

Esses dados sugerem que a IA está transformando rapidamente os hábitos on-line talvez mais rápido do que se imaginava. Editoras e sites de conteúdo já vêm relatando perdas de tráfego, com quedas de até 70%, por conta das respostas geradas por IA.

Além disso, como os modelos de linguagem apresentam uma única resposta, e não uma lista de links, as oportunidades de visibilidade para as marcas diminuem consideravelmente.

Empresas que dependem fortemente de tráfego orgânico e SEO tradicional precisarão repensar suas estratégias para alcançar o público on-line, inclusive revendo sua relação com criadores de conteúdo. Um relatório da WARC sobre o futuro da mídia aponta que, nesta nova era, as conversas podem substituir as palavras-chave.

Foto: Freepik

Fonte: WARC

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