Dados recentes da Receita Federal apontam que o número de brasileiros que investem em criptomoedas aumentou 200% em 2022. Hoje, mais de 1.3 milhão de brasileiros já têm Bitcoin, Ethereum e outros criptoativos em suas carteiras. Mas esses números podem ser ainda maiores, visto que não consideram as criptos negociadas por brasileiros em corretoras estrangeiras.
A Mastercard também realizou um estudo e aponta que 49% dos entrevistados na América Latina já fizeram algum tipo de transação com criptomoedas. Ao restringirmos a análise à Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), a rede social Yubo afirma que 35% dos jovens já utilizam as criptos e acreditam que serão o “dinheiro do futuro”.
Os números mostram um cenário favorável aos criptoativos. Contudo, a educação ainda é uma barreira de entrada muito forte para a adoção em massa. Embora a maioria dos jovens que compram criptomoedas se considerem investidores, a verdade é que ainda têm muito pouco conhecimento sobre a Web3 como um todo. Com isso, caem em golpes, perdem oportunidades e operam constantemente no prejuízo.
A causa para isso é que ainda não temos muitos conteúdos em língua portuguesa que abordem o tema com profundidade, clareza e falando a língua dos jovens. Ao enxergar essa lacuna, o pool de comunicação formado pela agência Epic Content, a Comunidade de jornalismo O JOR e o site para adultos BHModels criou o “De Coin Pra Lua”.
Trata-se de um hub de conteúdos gratuitos voltado para a educação sobre a Web3 usando um tom mais leve. O portal pretende descomplicar os termos confusos do DeFi usando analogias, storytelling, exemplos, humor, desenhos e até memes, que fazem parte da comunicação entre os jovens.
Os conteúdos já começaram a ser postados no blog, Spotify, YouTube e redes sociais (Instagram, Twitter e Telegram). No episódio piloto, intitulado “De Coin Pra Lua e a Fábula do Luan Rabudo”, é narrada a história de um jovem que se aventura na Web3 e acaba cometendo erros que resultam em prejuízos. Além disso, detalha o propósito do hub, que envolve educação financeira para proporcionar tomadas de decisões mais inteligentes.
Apesar da variedade de formatos gratuitos, o seguidor que optar por assistir no YouTube vai acompanhar vídeos que usam técnica de desenho à mão livre, possibilitada com o uso de softwares de animação. Outro ponto interessante é que muitas das imagens utilizadas no canal são criadas por IA (Inteligência Artificial). Isso traz um caráter exclusivo à produção.
O nome De Coin Pra Lua é uma alusão bem-humorada a um ditado popular que define pessoas sortudas. Mas o objetivo é educar a audiência para que confie menos na sorte e mais no conhecimento ao fazer transações em Blockchain “hoje, os jovens investem em projetos de tokens duvidosos contando 20% com o conhecimento e 80% com a sorte. Queremos inverter essa proporção” afirma Rodrigo Pedrosa, CEO do hub.
O projeto tem patrocínio do PPK Models Club, coleção de NFTs e Clube de Vantagens que tem por trás o BHModels, primeiro site de acompanhantes de luxo de Minas Gerais fundado em 2003. “No início do BHModels, tínhamos muita dificuldade em explicar para as garotas o potencial da internet. E, hoje, com o advento da Web3, encaramos um recomeço.” afirma Fernando Resende, CEO do BHModels, que continua “é fundamental que elas entendam a importância de começarem a receber pagamentos em criptomoedas antes que percam os melhores clientes. Temos ações de doação de NFTs para instituições que valorizam a profissão das acompanhantes de luxo. E enxergamos no De Coin Pra Lua um parceiro estratégico que vai nos ajudar a educar as garotas”.
O desafio da Comunidade de Jornalistas O JOR é bem parecido. Com tantas revoluções enfrentadas pela profissão, a próxima será a introdução da tecnologia Blockchain na produção e publicação de conteúdos jornalísticos.
“Primeiro tivemos a transição da imprensa escrita para audiovisual. Depois chegou a internet e as redes sociais. Sempre que uma novidade surge, muitos jornalistas perdem oportunidades ou ficam presos ao passado por acreditar ser uma modinha passageira. Com isso, já assistimos a morte de diversos veículos e a aposentadoria precoce de muitos jornalistas que pararam no tempo. Pretendemos evitar que a história se repita na Web3”, afirma Rodrigo Pedrosa, CEO do JOR.
A parceria envolve a publicação no De Coin Pra Lua de conteúdos educativos sobre as transformações causadas pela Blockchain no jornalismo. Em contrapartida, O JOR vai disponibilizar ao portal press releases sobre lançamentos de projetos e outras atualizações do mercado.
Rodrigo também é CEO da Epic Content, agência de Marketing que vai nutrir o De Coin Pra Lua com conteúdos. “utilizaremos todo o nosso know how e as melhores práticas de SEO para posicionar as páginas nos primeiros resultados das buscas do Google para conteúdos perenes e educativos”.
Cabe destacar que o portal não busca competir com os grandes veículos que publicam informações factuais sobre as criptomoedas, mas sim complementar e trazer mais pessoas para a Web3 “nós não pretendemos cobrir matérias noticiosas, muito pelo contrário, nosso foco é na educação e na valorização do ecossistema como um todo. À medida que mais pessoas se interessam pelo assunto, os grandes veículos também se beneficiam com o aumento da audiência”, finaliza Rodrigo Pedrosa.
Os planos futuros do De Coin Pra Lua incluem também a criação de uma plataforma de divulgação de Domínios em NFT. O objetivo é fazer com que todos tenham uma identidade única e eterna no Blockchain.

Foto: De Coin Pra Lua (usando IA e Software de Animação)
