A Geração Alpha, nomeada assim por suceder a Geração Z, é marcada por um contexto único e transformador: suas primeiras experiências de vida ocorreram durante os lockdowns da pandemia de Covid-19. Esse evento global moldou uma geração profundamente conectada, cujas necessidades e comportamentos não podem ser compreendidos apenas pelas tendências que seguem, mas, principalmente, pelos sentimentos e motivações que os impulsionam. A chave para entender essa geração está em explorar a forma como elas se relacionam com o mundo ao seu redor em um cenário digital e social em constante evolução.
Tendências são passageiras, mas as necessidades emocionais são mais duradouras. Um novo relatório do The Kite Factory, em parceria com a Source Nine, mostra que o mundo social e o consumo de mídia dessa geração foram profundamente moldados pelo isolamento da pandemia.
Os mais velhos da Geração Alpha (nascidos entre 2010 e 2025) estão chegando à adolescência, começando a trabalhar, pensar na faculdade e se tornar economicamente ativos. Isso significa que marcas e estrategistas precisam se preparar para atender suas expectativas.
O que você precisa saber sobre a Geração Alpha?
Uma geração expressiva
- Desde pequenos, foram incentivados a expressar seus sentimentos.
- 68% dos pais millennials acreditam que seus filhos devem se expressar livremente.
- 47% desses pais compram produtos com base na preferência dos filhos.
Mas também solitária
- 19% dos pais dizem que seus filhos não têm amigos.
- 21% relatam que seus filhos têm dificuldade para superar a timidez e fazer amizades.
- Os pais estão passando cada vez menos tempo livre com os filhos nos finais de semana, enquanto o consumo de mídia individual cresce.
Informados, mas inseguros socialmente
Com o acesso fácil a informações, a Geração Alpha parece mais madura do que realmente é.
No entanto, muitos ainda têm dificuldades para lidar com interações sociais e amadurecimento emocional.
Mídia instantânea e criativa
- YouTube, serviços de streaming e TikTok dominam o consumo de mídia.
- O Snapchat tem uma presença relevante.
- Diferente das gerações anteriores, Instagram e podcasts são menos populares (apenas 4% do consumo), mas isso pode mudar com o tempo.
Como marcas e empresas podem se conectar com essa geração?
O relatório recomenda que, em vez de seguir apenas as tendências passageiras, as marcas foquem em atender as necessidades emocionais da Geração Alpha. Para isso, sugere seis estratégias principais:
- Dar autonomia – Incentivar escolhas independentes.
- Criar conexões – Ajudar a superar a solidão.
- Oferecer segurança e confiança – Construir relações estáveis.
- Alinhar-se com propósitos significativos – Mostrar valores e impacto positivo.
- Estimular a criatividade e a brincadeira – Incentivar a imaginação.
- Criar espaços de paz e equilíbrio – Ajudar na saúde emocional.
Essas estratégias podem ajudar marcas e empresas a estabelecerem uma relação mais duradoura com a Geração Alpha, indo além das tendências de curto prazo.
Fonte: WARC

