Em agenda envolvendo o presidente da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), Diego Ramos, e representantes da Embaixada do Brasil na China, foi discutida a aproximação da ACATE com o setor de Hangzhou, uma das maiores cidades chinesas e berço de gigantes da tecnologia, como o grupo Alibaba.
O presidente da ACATE integra uma comitiva organizada pelo governo de Santa Catarina a países asiáticos, que começou com o SC Day em Tóquio, no Japão, e segue essa semana com uma série de agendas com empresários, entidades e órgãos governamentais na China. A China é um dos principais polos de inovação e tecnologia do mundo atualmente, e tem no Brasil um caminho natural de crescimento.
“Tivemos uma reunião extremamente importante de aproximação e que pode nos trazer grandes frutos de investimento chinês em Santa Catarina. Há um entendimento de que o Brasil é um caminho de expansão das empresas de tecnologia da China após a conquista do mercado doméstico e dos países do sudeste asiático, visto que o mercado europeu tem se mostrado mais fechado e com uma forte presença e domínio das empresas norte-americanas”, destacou o presidente da ACATE, Diego Ramos.
A reunião envolveu, além da ACATE, o presidente e o diretor do Invest SC, Renato Lacerda e Rodrigo Prisco, o embaixador honorário de SC para assuntos da China, Bruno Maria, e diplomata Jean Taruhn, que atua na Embaixada do Brasil na China e é especialista no setor de tecnologia asiático.
Caminho para datacenters em SC
Outra reunião envolvendo o setor de tecnologia ocorreu no último sábado (21), na sede da PowerChina, uma das maiores empresas globais de infraestrutura, energia e tecnologia. O foco foi a possibilidade de instalação em Santa Catarina de um grande datacenter para processamento e avanço de tecnologias de Inteligência Artificial.
Os investimentos para datacenters no Brasil e, especificamente em SC, vem sendo um caminho abordado pela ACATE nas missões internacionais do governo catarinense. A matriz energética limpa e questões de infraestrutura atraem a atenção para esse tipo de investimento que deve se tornar cada vez mais necessário com a demanda crescente por IA. Em visita recente aos EUA, o presidente da ACATE citou a importância de um marco regulatório no Brasil para estabelecer diretrizes que apoiem esse tipo de instalação.

Na foto: Rodrigo Prisco, Diego Ramos, Jean Taruhn, Bruno Maria, Adriano Silva e Renato Lacerda.
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