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Mídia entra na era da economia da intenção
29 de Janeiro de 2026

Mídia entra na era da economia da intenção

Marcas precisam adaptar conteúdo para ambientes de busca generativa e jornadas sem clique

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O mercado de mídia e marketing começa a ter uma visão mais clara sobre como os hábitos de busca estão evoluindo e quais fontes são citadas por sistemas de inteligência artificial. Diante desse cenário, os profissionais já iniciam movimentos de adaptação, embora acompanhar a velocidade das mudanças continue sendo um desafio. O relatório Future of Media 2026 aprofunda essa transformação, destacando a transição da economia da atenção para a chamada economia da intenção.

Para as marcas, conquistar visibilidade em ambientes de busca baseados em IA tornou-se uma prioridade estratégica e demanda abordagens diferentes das práticas tradicionais de SEO. Essas competências tendem a ganhar ainda mais relevância caso a inteligência artificial se consolide como a próxima grande mudança de plataforma, como apontam diversos especialistas do setor.

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O estudo indica que, ao contrário do SEO convencional (fortemente dependente de backlinks e indexação), a otimização para sistemas de IA generativa exige conteúdos mais estruturados, autorais e conversacionais, alinhados aos diferentes estados de necessidade e intenção dos usuários.

Planejar estratégias com foco em intenção desloca o investimento de ações que “compram atenção”, como a mídia paga, para iniciativas que buscam atender o consumidor exatamente no momento em que sua demanda surge, tornando a experiência mais relevante e eficiente.

Entre as principais mudanças previstas para 2026 está o crescimento dos resumos gerados por IA nos resultados de busca. No Google, que ainda concentra cerca de 90% do mercado global de buscas, esses resumos já aparecem em 21% das pesquisas. Aproximadamente dois terços dessas consultas resultam em jornadas sem clique, com poucos usuários acessando sites após visualizar as respostas automatizadas.

Nesse novo contexto, o mercado passa a falar menos em SEO e mais em GEO (generative engine optimisation), além de discutir a jornada “zero-click” e a necessidade de produzir conteúdos que dialoguem não apenas com pessoas, mas também com máquinas. Embora a maioria dos profissionais já esteja adotando alguma iniciativa para lidar com os impactos da IA nas buscas, o ritmo acelerado das mudanças impõe desafios constantes.

O relatório também aponta diferenças significativas entre setores. De acordo com pesquisas da McKinsey, os segmentos de eletrônicos de consumo e eletrodomésticos lideram o uso de buscas com IA para aprendizado e tomada de decisão, seguidos por alimentos e bebidas, turismo e hospitalidade, além de bem-estar, nutrição e health tech.

Foto: Freepik

Fonte: WARC

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