A Meta encerrou o ano fiscal de 2025 com um crescimento robusto de 25% na receita trimestral, impulsionado principalmente pelo aumento no volume de impressões publicitárias e pela alta nos preços dos anúncios. Os resultados reforçam a dimensão do negócio de publicidade da empresa, que atende 3,6 bilhões de usuários diários, e evidenciam o papel crescente da inteligência artificial na segmentação, entrega e mensuração das campanhas.
Em um grupo que gera mais receita anual do que o PIB de países inteiros, como o Marrocos, os números ganham relevância estratégica para o mercado. Para os anunciantes, a escala da Meta, que alcança quase metade da população mundial, segue sendo um fator decisivo na alocação de investimentos em mídia.
O destaque dos resultados está na forma como a companhia se posiciona como uma das líderes inesperadas na monetização da IA, não restrita apenas à IA generativa baseada em grandes modelos de linguagem. A tecnologia vem sendo aplicada diretamente ao modelo de negócios responsável por 98% da receita da Meta: a publicidade. Segundo a empresa, no quarto trimestre de 2025, o uso de IA contribuiu para um aumento de 18% nas impressões de anúncios e de 6% no preço médio por anúncio.
Esse impacto direto dos investimentos em infraestrutura e tecnologia sobre o core business ainda é raro entre grandes empresas de tecnologia, especialmente quando analisado sob a ótica da inteligência artificial, hoje o principal critério de avaliação dos hyperscalers do setor.
Números do desempenho
No acumulado de 2025, a Meta registrou US$ 200,97 bilhões em receita, sendo US$ 196,2 bilhões provenientes de publicidade, um avanço de 22% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a receita chegou a US$ 59,89 bilhões, alta de 24% na comparação anual.
O lucro líquido cresceu 9% no quarto trimestre, embora tenha recuado 3% no total do ano, com a margem caindo levemente de 42% em 2024 para 41% em 2025. O preço médio dos anúncios subiu 9% no ano, enquanto o volume de impressões aumentou principalmente devido ao crescimento da base de usuários e ao maior engajamento.
Para 2026, a empresa projeta despesas entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões, refletindo investimentos acelerados em infraestrutura e talentos técnicos.
Visão de futuro
Durante teleconferência com investidores, o CEO Mark Zuckerberg destacou o papel central da IA na evolução dos produtos da empresa. Segundo ele, em breve os usuários abrirão os aplicativos da Meta e encontrarão uma inteligência artificial capaz de compreendê-los profundamente, oferecendo conteúdos relevantes ou até mesmo criando experiências personalizadas.
Zuckerberg também ressaltou que os anúncios continuarão ajudando empresas a alcançar públicos altamente específicos e que novas ferramentas de compras baseadas em agentes de IA permitirão conectar consumidores aos produtos mais adequados dentro do ecossistema da Meta. A estratégia inclui a expansão dessas capacidades tanto nos feeds quanto nas soluções de mensagens, com destaque para o fortalecimento gradual do WhatsApp como plataforma de negócios.

Foto: Freepik
Fonte: WARC
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