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Kantar realiza estudo inédito sobre compras em Supermercados online
06 de Setembro de 2019

Kantar realiza estudo inédito sobre compras em Supermercados online

Apesar do crescimento do comércio eletrônico no Brasil, muitos consumidores ainda não se sentem confortáveis em fazer as compras do supermercado online: segundo o eCommerce ON, estudo inédito da Kantar, metade dos e-shoppers brasileiros nunca usou o carrinho virtual para abastecer a geladeira e a dispensa. E 7% das pessoas que já fizeram, afirmam que não fariam novamente por algum tipo de insatisfação.

O número de pessoas que não tiveram nenhum tipo de experiência com compras online de supermercado é maior entre as mulheres (54%). São elas também que apresentam maior receio em relação a esse tipo de compra (12%) em comparação com os homens (8%). Já o número de pessoas que tiveram experiências ruins e não voltariam a comprar online se mantêm o mesmo entre ambos os gêneros (7%).

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Quando analisamos o grupo de pessoas que têm receios sobre fazer as compras de supermercado online, as principais preocupações são: a entrega (27%), a falta da experiência física de selecionar os produtos (18%) e a falta de qualidade (15%).

“A entrega é algo bastante conhecido como barreira para o crescimento do canal – seja pelo custo do frete ou pela demora na entrega. Mas o que chamou nossa atenção foi a barreira relacionada a selecionar o produto”, afirma Luciana Piedemonte, diretora e líder de commerce da Kantar Brasil.

Muitas oportunidades e espaço para crescimento

Mesmo com essas preocupações, 30% dos e-shoppers brasileiros que nunca fizeram suas compras de supermercado online estão abertos para começar a fazê-lo. O comércio eletrônico nesse setor pode também se beneficiar da grande penetração na classe A e entre os homens: mais de 64% dos e-shoppers da classe A já fizeram compras de supermercado online e estão inclinados a continuar fazendo; para homens, esse número é de 47% contra 39% das mulheres, o que confirma também a quebra do antigo estereótipo de que o gênero feminino é responsável pelas compras do lar.

O cenário do e-commerce é extremamente complexo, com diferentes players em jogo, sejam as plataformas de grandes varejistas do mundo offline, como Carrefour e Extra, aquelas completamente digitais, como Homerefill, e até aquelas terceirizadas, como o Rappi. “As marcas precisam agir de forma diferente em cada caso, pois os compradores têm diferentes necessidades e motivações. O que significa entender o perfil de cada um deles e entregar soluções específicas” diz Luciana. “Temos que colocar o shopper e suas necessidades no centro da estratégia de e-commerce.”

Para navegar nessa complexidade, as marcas precisam dar três passos essenciais:

  1. Dar atenção ao tamanho da oportunidade e não apenas ao tamanho do canal de vendas;
  2. Eliminar barreiras reais e mentais para fomentar o e-commerce;
  3. Entender as motivações e necessidades do shopper do canal para ser mais efetivo na execução.

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