A LiveCareer Brasil divulgou hoje a análise “IA no mercado de trabalho: perspectivas e desafios 2025/26”, elaborada por Beatriz Negreiros Gemignani, que reúne os estudos mais recentes sobre os impactos da inteligência artificial no emprego no país. O material retrata um cenário marcado por avanços e tensões: embora a tecnologia já venha impulsionando a produtividade em diferentes setores, ela também evidencia desigualdades regionais, de escolaridade e de gênero.
Segundo relatório da OIT (2024), 12,9% dos empregos no Brasil têm potencial de ganhar eficiência com a IA generativa, enquanto 2,38% podem ser totalmente substituídos. Já 21,58% das ocupações permanecem em uma zona intermediária, na qual a tecnologia pode tanto extinguir funções quanto fortalecê-las.
Os dados da PwC (2024) reforçam o movimento: áreas mais expostas à IA registraram aumento de produtividade até 4,8 vezes superior. No entanto, os ganhos ainda se concentram em regiões mais urbanizadas e em empregos formais, favorecendo trabalhadores com maior renda e nível educacional.
“A inteligência artificial não é apenas uma ameaça ou uma promessa: é um divisor de oportunidades. A diferença estará na capacidade de adaptação e qualificação dos profissionais”, destaca Beatriz Negreiros Gemignani, especialista em criação de currículos e conselheira de carreira da LiveCareer.
As percepções dos trabalhadores também refletem esse dilema: 76,6% dos profissionais brasileiros acreditam que a IA substituirá seus empregos, segundo estudo da Page Interim. Ainda assim, 90% afirmam que ela pode aumentar sua eficácia, de acordo com levantamento da Read AI (2025).
Entre os principais desafios apontados pela pesquisa estão:
- Cibersegurança,
- Qualificação profissional,
- Desigualdade social.
O relatório indica que mulheres e jovens trabalhadores em setores formais enfrentam maior risco de substituição por IA, e quase metade dos empregos que poderiam se beneficiar da tecnologia são prejudicados pela falta de acesso à infraestrutura digital.
Para mitigar esses impactos, o estudo recomenda políticas públicas voltadas à:
- Requalificação profissional;
- Inclusão digital;
- Redução das desigualdades de gênero e acesso.
A LiveCareer reforça que, apesar dos riscos, a IA também abre caminho para novas profissões e competências emergentes, como engenheiros de prompt, analistas de ética de dados, curadores de informação e educadores em IA.
“O futuro do trabalho será híbrido entre humano e artificial. O profissional que compreender essa dinâmica sairá na frente”, conclui Beatriz.

Foto: Freepik
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