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Google prepara contra-ofensiva ao ChatGPT
15 de Maio de 2023

Google prepara contra-ofensiva ao ChatGPT

2023 tem sido um ano muito agitado para a inteligência artificial

Sundar Pichai, CEO da Google, fez essas declarações na abertura do Google I/O 2023, seu maior evento. Até agora, o grande protagonista dessa onda tem sido o ChatGPT.

 

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O AcontecendoAqui ofereceu generosos espaços para que pensadores e estudiosos da tecnologia expressassem suas opiniões sobre essa revolução pela qual passam as gigantes mundiais da tecnologia. Além de dezenas de matérias publicadas pelo portal, dois de seus colunistas – autoridades em inteligência artificial – tem tratado do assunto com profundidade. Convidamos você a visitar as colunas JAIME DE PAULA e PROFESSOR JONNY SILVA.

Hoje, compartilhamos uma publicação intitulada O IMPÉRIO CONTRA-ATACA, que traz conteúdo rico e amplo sobre o tema. Ele coloca foco no que mais tem sido tratado pela mídia mundial nas últimas semanas: O medo de que o ChatGPT, espécie chamada de IA generativa (capaz de criar conteúdo), seja o início da humanização das máquinas. Convidamos você à leitura dessa matéria.

ChatGPT
Esse chatbot (serviço de conversação) assustadoramente humano conseguiu romper pela primeira vez a bolha dos desenvolvedores e impactar a rotina das pessoas. O inimaginável quase aconteceu: a Samsung cogitou trocar em seus produtos o buscador do Google pelo Bing, turbinado pela Microsoft com o ChatGPT.

“O Google está enfrentando seu maior desafio dos últimos 20 anos. Desde que foi lançado, nada surgiu no mercado que nos fizesse ter vontade ou desejo de trocar de ferramenta como ocorre agora”, declarou Junior Borneli, fundador da escola de inovação Startse

E a resposta veio na quarta-feira, 10/5. Em uma espécie de contra-ataque às “forças rebeldes” —fãs de Star Wars entenderão—, a empresa não poupou poder de fogo: ao longo de mais de duas horas, executivos apresentaram exaustivamente o novo arsenal do Google nesta frente de batalha, de serviços amplamente conhecidos, como Gmail e Fotos, a algumas caras novas, como o soldado criado especialmente para bater de frente com o ChatGPT, o Bard, e o cérebro de toda estratégia, o PaLM-2.

Segundo o UOL, “os investidores até que gostaram: a empresa já ganhou US$ 131 bilhões em valor de mercado desde os anúncios. Algumas novidades, porém, mal chegaram e têm o jeitão de “eu já vi esse filme antes”. Outras ecoam o ar de irresponsabilidade que críticos atribuem ao ChatGPT, como a capacidade de detonar cadeias produtivas inteiras. De todo modo, ainda que esteja criando armas potentes, o Google sabe: a batalha não será fácil, a sobrevivência exigirá alguns sacrifícios e, como contou Pichai a Tilt, “algumas coisas podem mudar enquanto o progresso continua”.

Com IA generativa, estamos dando o próximo passo. Em uma abordagem ousada e responsável, estamos reinventando todos os nossos principais produtos, incluindo a Busca – Sundar Pichai, CEO do Google

 

O cérebro por trás da IA

Você não vai baixar o PaLM 2 na Play Store. Mas essa é a peça central do contra-ataque do Google. Modelo de linguagem baseado em inteligência artificial, ele é capaz de gerar uma ampla variedade de conteúdos com habilidade de entender idiomas falados por humanos (mais de 100 línguas) e máquinas (fluente em mais de 20 linguagens de programação), raciocinar e programar outros robôs.

*Ele consegue responder questões de matemática, codificação, raciocínio, tradução multilíngue e geração de linguagem natural”, diz Zoubin Ghahramani, vice-presidente da divisão DeepMind, que lidera o trabalho de inteligência artificial do Google

 

PaLM 2

Tem o poder de ser mais parecido com um ser humano por trás de cada produto dito inteligente. De acordo com Ghahramani, já são 25 deles no Google, e uma versão mais leve poderá rodar em dispositivos móveis.

Esta é a segunda e melhorada versão do cérebro criado pelo Google para seus apps. Até mesmo nessa promissora jogada, especialistas veem sinais de que o império não é mais o mesmo. Ainda que potente, o PaLM 2 nasce com um rival de peso, o GPT-4, a alma renovada do ChatGPT, lançada dois meses atrás pela OpenAI.

Quando a gente pensa na vanguarda da inovação, todo mundo seguia o que o Google fazia. Mas o jogo virou. Agora, na questão de inteligência artificial, o Google está correndo atrás da OpenAI e, por consequência, da Microsoft, que se apoderou dessa tecnologia, incluindo o ChatGPT no Bing. Claramente há uma contraofensiva do Google”, Junior Borneli.

 

Programadores perdendo emprego?

Uma das capacidades que mais chama atenção no PaLM 2 é a de escrever e editar códigos, o que faz dos robôs-programadores um dos futuros possíveis para o Google — ainda que a empresa diga não querer usá-los para substituir seres humanos, mas sim como auxiliares de profissionais ou iniciantes.

Embarcado no Google Cloud, plataforma de serviços de nuvem, o assistente de programação via chat vai responder perguntas para ensinar como fazer algo, melhorar a eficiência de um processo, corrigir um erro e até completar um código. E depois ainda vai inspecionar o desempenho do programa criado.

Para desenvolvedores experientes, a Vertex IA, divisão de aprendizado de máquina, pode criar funções inteiras de apps e fazer debug (correção de problemas). Ou seja, é um concorrente do Copilot, do GitHub, e do CodeWhisperer, da AWS (Amazon Web Services).

Até agora bastante requisitados, programadores passam a se ver na berlinda — assim como diversas categorias de profissionais. Em resposta a Tilt, o chefão do Google desviou do assunto.

“A IA vai trazer mudanças profundas. Não podemos subestimar a oportunidade de ela também trazer mais oportunidades econômicas. Mas, claro, terá disrupção. Essa tecnologia vai trazer progresso, mas algumas coisas podem mudar enquanto o progresso continua”, destacou Sundar Pichai

Para ler a íntegra desta matéria, clique aqui.

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