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Google for Startups lança programa que fornece ajuda de custo a pessoas negras
14 de Junho de 2022

Google for Startups lança programa que fornece ajuda de custo a pessoas negras

A iniciativa foi divulgada pelo diretor do Google for Startups para América Latina, André Barrence

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O Google for Startups Brasil anunciou hoje a criação de um programa que oferece ajuda de custo para pessoas negras interessadas em iniciar uma carreira em desenvolvimento de software, em parceria com o Instituto Vamo que Vamo.

O programa tem como meta apoiar a formação de 200 desenvolvedores negros de baixa renda e ajudá-los a darem seus primeiros passos em carreiras em tecnologia nos próximos 12 meses.

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Como funciona o programa?

As pessoas interessadas devem se inscrever no processo seletivo da escola Trybe. Uma vez aprovadas, elas poderão se candidatar à ajuda de custo do Google com o Instituto Vamo que Vamo.

Qual o objetivo do programa?

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), cerca de 40% dos estudantes de Ensino Superior na área de tecnologia são homens brancos. Além disso, dentro do pequeno percentual de pessoas negras cursando Ciência e Tecnologia, que é sub-representado em relação ao tamanho da população negra brasileira, há três vezes mais homens do que mulheres.

Resumidamente, o programa para a formação de desenvolvedores negros surgiu com o objetivo de ajudar a suprir uma carência do mercado por profissionais de tecnologia e para oferecer oportunidades específicas para pessoas negras.

André Barrence, diretor do Google for Startups para a América Latina acrescenta que, “Nosso objetivo com esse programa é que estas pessoas consigam um emprego ainda mais rápido e com uma remuneração acima da média, para assim transformar suas vidas e as de suas famílias. Justamente para atender as dimensões racial e de gênero, nossa intenção é ter um percentual maior de mulheres participando do programa”.

Treinamento adicional em tecnologias e produtos do Google

A seleção será feita pelo Instituto Vamo que Vamo, associação civil sem fins lucrativos que apoia financeiramente pessoas para estudarem na Trybe, escola de tecnologia referência na formação de profissionais da área.

Para estudantes negros deste curso de um ano que passem pela seleção do Instituto, o Google for Startups oferecerá uma ajuda de custo para que eles tenham uma renda durante a formação e possam se dedicar aos estudos. Além das habilidades técnicas de programação, os selecionados também contarão com apoio psicológico e preparação específica para a participação em processos seletivos, além de treinamento adicional em tecnologias e produtos do Google.

“Percebemos que, além da dificuldade de recursos financeiros para formação em cursos de tecnologia, existe também a necessidade de apoio psicológico para pessoas de grupos minorizados que decidem seguir na profissão, já que esta costuma exigir um alto nível de qualificação e também demanda constante atualização, o que gera ansiedade quando se pensa em empregabilidade e renda familiar. Por isso, além da renda de auxílio e da grade curricular, o programa ainda oferece apoio psicológico aos estudantes. A iniciativa está alinhada com uma pesquisa que estamos desenvolvendo em parceria com a Associação Brasileira de Startups e a Box1824”, conta Barrence.

Mariana Lopes, diretora do Instituto Vamo que Vamo afirma que, ao final do curso, as pessoas apoiadas serão conectadas com a rede de mais de 300 startups que já passaram por programas de aceleração do Google for Startups, para conseguir um novo emprego na área de atuação. Atualmente, há pelo menos 500 posições de trabalho relacionadas à tecnologia abertas dentre as startups da rede. “Estamos muito felizes e honrados pela parceria com o Google for Startups. Esta será uma iniciativa importante para a construção de um ambiente tecnológico cada vez mais inclusivo e diverso, contribuindo para a nossa missão de gerar oportunidades na vida das pessoas”, diz Mariana.

“Essa parceria, firmada com o Instituto Vamo que Vamo, tem um papel muito importante de quebrar ciclos geracionais de pobreza. Profissionais da área de desenvolvimento têm alta empregabilidade, dada a lacuna existente no mercado, e têm remuneração média de entrada cerca de 3x superior à média salarial brasileira – que segundo o IBGE é de R$ 1.367. Então acreditamos que uma carreira nessa área, após a participação no programa, pode realmente transformar a vida das famílias desses 200 jovens”, afirma André.

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