No Dia Internacional da Proteção de Dados, celebrado em 28/1, a Xertica.ai, empresa especializada em soluções avançadas de GenAI e consultoria em nuvem, chama atenção para a evolução dos golpes digitais impulsionados pela Inteligência Artificial. Embora a tecnologia tenha ampliado a eficiência dos negócios, ela também passou a ser explorada por criminosos para tornar ataques de phishing mais precisos e difíceis de identificar, induzindo usuários a compartilhar informações sensíveis.
A América Latina figura entre as regiões mais afetadas por esse avanço, acompanhando a escalada global dos ataques de engenharia social. De acordo com o Threat Landscape Report 2025, da Fortinet, o uso de IA generativa contribuiu para um aumento global de até 500% no roubo e na circulação de credenciais na darknet. Na região, o impacto se traduz em ações mais direcionadas a setores estratégicos, como finanças, governo, saúde e utilities, conforme aponta o Latin America Threat Landscape Report 2025, da CrowdStrike.
Diante desse cenário, a Xertica.ai defende a adoção de estratégias que combinem capacitação contínua e o uso de tecnologias de proteção avançada, como a chamada “IA Blindada”, como forma de reduzir vulnerabilidades e fortalecer a segurança da informação frente a ameaças cada vez mais sofisticadas.
Segundo Sergio Pohlmann, Diretor de Cibersegurança da Xertica.ai para o Brasil e América Latina, é necessário combinar tecnologia, cibersegurança e capacitação para proteger dados corporativos. “Estamos diante de uma nova geração de golpes digitais. A inteligência artificial permite que ataques de phishing sejam altamente direcionados, explorando linguagem, contexto e comportamento humano. Isso exige que as empresas adotem uma postura muito mais estratégica em relação à proteção de dados”.
A tecnologia e a cultura de segurança
Diante do cenário de ameaça do uso da IA para alavancar ciberataques, a Xertica.ai defende o conceito de “IA Blindada”, que combina o uso de inteligência artificial aplicada à cibersegurança com governança de dados, arquitetura segura e programas contínuos de capacitação. A abordagem busca garantir que as próprias ferramentas de IA utilizadas pelas organizações não se tornem vetores de risco para informações sensíveis de clientes, cidadãos e operações críticas.
Além da tecnologia, a capacitação dos times segue como um dos pilares centrais da estratégia. “Nenhuma solução é eficaz se as pessoas não estiverem preparadas. Treinamentos recorrentes, simulações de ataques e uma cultura organizacional orientada à segurança são fundamentais para reduzir o impacto do phishing”, reforça Pohlmann.
Proteção de dados como prioridade estratégica
Com o avanço da transformação digital na América Latina, a proteção de dados deixou de ser apenas um tema técnico para se tornar uma prioridade estratégica de negócios e reputação. Para a Xertica.ai, o uso responsável da inteligência artificial passa, necessariamente, por ambientes seguros, transparentes e alinhados às regulamentações locais.
“No contexto atual, proteger dados é proteger a confiança. Empresas que investem em IA de forma segura e responsável estarão mais preparadas para crescer, inovar e se relacionar com seus clientes e com a sociedade”, conclui o executivo.

Foto: Divulgação
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