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Ferramenta do Facebook para anunciantes que exclui etnias coloca plataforma em polêmica sobre racismo
01 de Novembro de 2016

Ferramenta do Facebook para anunciantes que exclui etnias coloca plataforma em polêmica sobre racismo

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A segmentação na publicidade é utilizada para melhorar os resultados. Mas essa ferramenta foi utilizada de forma equivocada pelo Facebook.

Uma reportagem do site americano ProPublica revelou que uma ferramenta para anunciantes no Facebook permitiu que a pessoa escolhesse quais “etnias” excluir na hora de mostrar um anúncio sobre aluguel e compra de casas, o que é ilegal nos EUA.

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Uma lei federal de 1968, “The Fair Housing Act“, tornou ilegal a publicação ou divulgação de qualquer material (notícia ou anúncio) sobre venda e aluguel de casas que acabe por discriminar algum grupo social, seja por questão de raça, cor, religião, sexo, nacionalidade ou poder aquisitivo.

Nesse caso que veio à tona, um print da ferramenta da rede social para anunciantes mostra a possibilidade de esconder o anúncio sobre casas de alguns grupos, como “negros americanos”, “asiáticos americanos” e “hispânicos”.

O site criou a campanha como “teste”, para ver se ela seria aprovada. Em 15 minutos, ela foi liberado para uso. Ou seja, o Facebook não viu nada de ilegal ali.

A opção está na aba “afinidade étnica”.

De acordo com o ProPublica, um advogado americano foi consultado, que confirmou a ilegalidade da ferramenta e a considerou “horripilante”.

Steve Satterfield, gerente de privacidade e políticas públicas da marca, disse ao ProPublica que a ferramenta de definição por etnias existe como um “esforço multicultural” do site e que é de interesse do Marketing.

O Facebook enviou um comunicado oficial à EXAME.com, que divulgou o assunto, sobre o ocorrido:

 

 

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