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FaceGlória: Comunidade cristã desenvolve rede social exclusiva
05 de Junho de 2015

FaceGlória: Comunidade cristã desenvolve rede social exclusiva

No início das redes sociais, principalmente com o Orkut e Facebook, independente da classe social, religião, nacionalidade, estilo, todo mundo frequentava a mesma rede social, tudo misturado, e adicionava e interagia com quem quisesse. Mesmo assim, não é difícil encontrar pessoas conhecidas de outros grupos diferentes do seu por lá e acaba adicionando e recebendo publicações que nem sempre agradam.

Nos últimos anos, começaram a brotar redes sociais diferentes, baseadas no interesse central de um determinado grupo.E agora chegou a ver de os cristãos terem sua rede social: o FaceGlória.

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O que motivou a criação de uma rede social para cristãos? Quem responde é o seu criador (com “c” minúsculo), o designer Átila Barros, de 30 anos: “O Facebook é muito liberal, tem muita baixaria, promiscuidade. E isso desagrada as famílias”, diz.

Como previsto, coisas como fotos de biquíni e paquera até são permitidas, mas com ressalvas. Átila explica que a natureza é obra de Deus e usar biquíni na praia não é pecado, mas “desde que de forma respeitosa”. Quanto às paqueras, precisam seguir os preceitos de “um ambiente familiar e sadio”.

No lugar de “Curtir” ou “Like”, o usuário clica em “Amém”. Palavrões e pornografia são terminantemente proibidos. 

No quesito homossexuais, são bem vindos, mas há um porém: eles podem até criar uma conta, mas precisam respeitar os princípios do “FaceGlória”, ou seja, não podem utulizar a redes social para divulgar sua “ideologia”.

Os anunciantes precisam tomar cuidado. O Boticário, por exemplo, que recentemente irritou muita gente da comunidade cristã por incluir casais gays em uma propaganda, estaria livre para anunciar no site desde que o fizesse com outro tipo de peça.

O FaceGlória entrou no ar neste mês, e está tendo uma boa aceitação: já conta com mais de 50 mil membros – mas o objetivo é chegar a 10 milhões em 1 ano. “Em 4 meses não estaremos devendo nada para o Facebook”, afirma Átila, que investiu 40 mil reais no negócio e que pensando em sua expansão adquiriu o domínio faceglory.com

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