O Facebook exagerou consideravelmente sobre a audiência dos vídeos publicitários em seu site e comprou uma briga e tanto com grandes marcas. Foi o que noticiou o The Wall Street Journal.
A empresa exagerou nos dados de uma das métricas mais importantes para empresas e anunciantes: o tempo de visualização do usuário (chamado de “time spent”).
Segundo o Facebook, foi um erro honesto e se deu pelo uso incorreto de um filtro.
Os números do “time spent” estavam absurdamente inflados (entre 60% e 80%) nos últimos dois anos porque uma ferramenta da empresa, usada para criar o “Average Duration of Video Viewed” (Tempo Médio de Vídeo Visualizado), excluía automaticamente vídeos vistos por menos de três segundos. Com isso, a média de visualização crescia artificialmente e os resultados pareciam muito melhores.
A polêmica veio à tona pelo próprio Facebook que, semanas atrás, postou um informe no seu Advertiser Help Center, explicando a confusão.
Segundo a empresa, agora há um novo filtro, o Average Watch Time, que incluirá os resultados de todos os vídeos, não importando seu desempenho.
Confira o comunicado oficial do Facebook:
“Descobrimos recentemente um erro na forma como calculamos nossas métricas de vídeo. Esse erro já foi resolvido e não impactou o processo de faturamento. Notificamos nossos parceiros através do painel de gerenciamento do produto, via time de vendas e por meio de comunicado público. Também renomeamos nossa métrica para tornar mais claros os dados medidos pela plataforma. Essa métrica é uma das maneiras como nossos parceiros avaliam suas campanhas em vídeo”.
David Fischer, VP de parcerias de negócios e marketing da empresa, também se pronunciou em um post.
Repercussão
A indignação das marcas se deve pelo fato delas estarem pagando mais caro, acreditando estar atingindo um público x, enquanto, na realidade, esse público é bem menor.
Além disso, os falsos resultados na plataforma do Facebook impactaram as estratégias e decisões de diversas marcas e empresas que, talvez maravilhadas pelo desempenho dos vídeos na empresa de Mark Zuckerberg, preteriram concorrentes como YouTube, Twitter e até canais de TV.
A confusão, inclusive, atrapalha estudos e relatórios de agências de publicidade e marketing. Os números sobre o consumo de vídeos por usuários estudados por essas companhias nos últimos anos estão, simplesmente, errados.