Publicidade
E-commerces perdem até 30% da receita antes de investir em mídia
02 de Março de 2026

E-commerces perdem até 30% da receita antes de investir em mídia

Levantamento revela que falhas estruturais no checkout e pagamentos impedem captura do faturamento potencial

E-commerces brasileiros deixam de capturar entre 20% e 30% da receita potencial antes mesmo de ampliar investimentos em mídia, segundo dados da Yever.

De acordo com a empresa, falhas no checkout e no processamento de pagamentos seguem como entraves estruturais do setor, limitando o impacto das estratégias de aquisição justamente em um momento de revisão dos modelos de crescimento no varejo digital.

Publicidade

Esse diagnóstico ganha ainda mais relevância em um cenário marcado por pressão por eficiência e previsibilidade financeira. Um estudo da Uncover sobre marketing mix estima que escolhas ineficientes na alocação de verba publicitária podem estar deixando até R$ 1,8 bilhão em receita sobre a mesa no Brasil. A pesquisa aponta que uma redistribuição estratégica dos investimentos teria potencial de elevar as vendas em até 30%, desde que a operação consiga, de fato, capturar o valor gerado pelas campanhas.

Na prática, o principal limitador para escalar mídia paga e ações com influenciadores não está apenas no orçamento disponível, mas na eficiência da própria jornada de compra. Dados operacionais da Yever indicam que a taxa média de conversão no checkout do e-commerce brasileiro varia entre 30% e 50%. Isso significa que até metade dos consumidores que chegam ao site com clara intenção de compra abandona o processo antes da finalização, transformando parte relevante do investimento em aquisição em desperdício. Mesmo quando a jornada avança até o momento do pagamento, outro gargalo compromete a captura de receita.

Segundo a base da empresa, a taxa média de aprovação de pagamentos no país oscila entre 85% e 89%. Na prática, isso representa uma perda adicional de 11% a 15% do faturamento potencial, afetando não apenas a receita imediata, mas também a previsibilidade financeira e a eficiência do crescimento no comércio eletrônico.

Para Andrews Vorodimos, CEO e fundador da Yever, esse conjunto de falhas exige uma mudança de perspectiva sobre crescimento no e-commerce. “Em um cenário de mídia mais cara e pressão por eficiência, crescimento não pode começar na aquisição. Se a operação não captura o valor das vendas que já gera, qualquer estratégia de marketing passa a amplificar ineficiências e comprometer a rentabilidade”, afirma.

É nesse contexto que a otimização da infraestrutura de conversão e pagamentos passa a ter impacto direto sobre os resultados. De acordo com relatório da companhia, melhorias no checkout podem elevar a taxa de conversão para até 65%, a depender do nicho, o que representa um ganho mínimo estimado de 15% em receita apenas nessa etapa. Já no processamento de pagamentos, a Yever utiliza um gateway multi adquirentes com reprocessamento automático de transações recusadas em milissegundos, elevando a taxa média de aprovação para cerca de 98% em 97% dos clientes, um incremento adicional aproximado de 9% no faturamento.

Somados, esses ganhos ajudam a explicar por que muitos e-commerces deixam entre 20% e 30% da receita potencial pelo caminho antes mesmo de discutir novas estratégias de mídia ou aumento de orçamento. Além do impacto direto no faturamento, a baixa eficiência operacional também impõe desafios à gestão financeira. É comum que lojas virtuais operem com três ou mais adquirentes, cada uma com contratos, taxas e plataformas distintas, o que encarece a operação e dificulta a leitura consolidada de performance, margens e fluxo de caixa.

Com a crescente complexidade da gestão financeira no e-commerce, a centralização de adquirentes, taxas e relatórios em um único ambiente tem se consolidado como resposta à fragmentação operacional, ao ampliar a visibilidade sobre margens e fluxo de caixa. Ao reduzir a fragmentação operacional e ampliar a visibilidade sobre margens e fluxo de caixa, esse modelo favorece uma alocação mais racional dos investimentos e sustenta a expansão das vendas em um contexto de maior disciplina de capital. “Quando a empresa passa a enxergar toda a jornada financeira de forma integrada, o foco deixa de ser quanto investir em mídia e passa a ser quanto da receita gerada, de fato, é capturada”, conclui Andrews Vorodimos.

Foto de SumUp na Unsplash

 

Entre em contato com o AcontecendoAqui se tiver interesse em divulgar seus trabalhos para a ComunidadeAcontecendoAqui. Envie um e-mail para [email protected]

WhatsApp
Junte-se a nós no WhatsApp para ficar por dentro das últimas novidades! Entre no grupo

Ao entrar neste grupo do WhatsApp, você concorda com os termos e política de privacidade aplicáveis.

    Newsletter


    Publicidade