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Do guia embaixo do braço ao aplicativo: turismo combina com mobilidade
05 de Março de 2012

Do guia embaixo do braço ao aplicativo: turismo combina com mobilidade

Por Alícia Alão*

O iPad foi lançado em abril de 2010 nos Estados Unidos, mas as vendas no Brasil começaram somente em dezembro daquele ano. Imagine a minha surpresa quando, em outubro, vi um senhorzinho admirando a Venus de Boticelli com o tablet nas mãos, na Galeria Uffizi, em Florença, Itália.

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Esquecendo a educação em casa, estiquei o olho por cima do ombro do velhinho e descobri que ele acompanhava um guia com informações completas – ao menos, me pareciam – sobre as obras que estávamos vendo.

Essa cena despertou minha atenção para a maravilha que era esse instrumento, seja pela facilidade do uso por pessoas de mais idade seja pela funcionalidade e praticidade. Estudiosos da vida digital garantem que o futuro da internet aponta para a mobilidade. E isso tem tudo a ver com turismo.

Guias e aplicativos

Quando viajamos, é muito útil ter um guia portátil para ajudar em passeios e descobertas. Andei muito com mapinha tosco dobrado embaixo do braço como “GPS”. Os tablets e smartphones são ferramentas que auxiliam nessa dura (e doce) tarefa que é viajar.

Deslocar-se por lugares desconhecidos, escolher a programação do dia, e até comprar ingressos tornam-se atividades muito mais simples com ajuda de aplicativos. Oferecer essa facilidade ao turista representa um diferencial para empresas, governos e instituições que desejam atrair público (destinos, museus, casas de espetáculos, estádios de futebol, etc).

Vamos aos exemplos. A revista Viagem&Turismo criou aplicativos para Orlando, Buenos Aires, Santiago do Chile, Portugal, Espanha, Nova York, entre outros. A Galeria Uffizi, citada acima, tem seu próprio aplicativo com a imagem e a descrição de obras e artistas. Esses programinhas costumam ser pagos, e os preços variam de US$ 1,99 a mais de US$ 10.

Roteiros personalizados

Se você tem um objetivo claro na viagem e não quer pagar por um monte de informações de que não vai precisar, há sites que oferecem guias personalizados. O modelo varia. No site oficial de turismo de Paris você pode baixar gratuitamente um folder em .pdf com roteiros específicos: Paris romântica, mítica, monumental, pelo Rio Sena, entre outros.

Outro formato é o do portal turístico do Havaí, em que você se cadastra e seleciona as atrações que interessam enquanto navega no site. Com o seu roteiro pronto, basta imprimir e levar no bolso.

Os tradicionais audioguias também estão no mercado de aplicativos, é só fazer uma busca com esse termo para ver se tem para o destino escolhido.

É importante lembrar que ninguém deseja visitar lugares de que nunca ouviu falar. Para atrair turistas, vale a dica: quanto mais informações sobre o produto turístico à disposição, do jeito mais simples e acessível, mais visitantes se interessarão – e todo o trade se beneficia.

Veja no próximo post como as redes sociais ajudam a organizar suas lembranças de viagem.

Crédito fotos:
Venus de Boticelli: Photograph by Amantini Stefano/4Corners Images
Torre Eiffel: TripAdvisor

*Alícia Alão: Produtora de conteúdo web na Talk Estratégias Digitais – Florianópolis. Cursa IMBA em Gestão de Negócios, Mercados e Projetos Interativos na Clear Educação. Jornalista, foi repórter de TV, rádio e jornal, mas hoje só faz fofoca do vizinho. Adora viajar, mas navegar na internet compensa a falta de tempo (e dinheiro) para conhecer o mundo. 

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