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Designers encontram nova dimensão na carreira com avanço do universo 3D
27 de Maio de 2022

Designers encontram nova dimensão na carreira com avanço do universo 3D

Especialistas falam sobre as oportunidades que os designers podem encontrar no metaverso e produção de conteúdo 3D

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A Bloomberg Market Intelligence estima que o metaverso seja uma oportunidade de pelo menos US$ 800 bilhões até 2024, com dezenas de plataformas concorrentes e um mercado de entretenimento de US$ 200 bilhões. Para além das oportunidades para marcas, os designers também ganharam um papel central nesse cenário, contribuindo para a construção de boas experiências imersivas de produtos e serviços.

“O rápido crescimento das plataformas do metaverso, as extensões de marca e até lojas e oportunidades de comércio, como a jogada da Nike para vender tênis no metaverso, exige um grande talento de design para ajudar empresas a se destacarem”, explica o Sales Enablement Trainer da Adobe, Alex Affonso.

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Para apoiar o crescimento de outros profissionais a entrarem no mundo da produção de conteúdo 3D e metaverso, o executivo e o designer de Realidade Estendida (XR), Don Allen III – que atende empresas como Adobe e Meta -, compartilham algumas dicas abaixo:

 

Curiosidade e aprendizado contínuo

Por ser um mercado novo e em franco crescimento, os designers que estão realmente se destacando em realidade aumentada, realidade virtual e web3 – remodelagem da internet, baseada em blockchain, tokenização e descentralização – são curiosos. Por isso, é importante adotar uma estratégia de aprendizado contínua, se desafiando a criar coisas novas sempre e observando as tendências que as grandes empresas usaram no último ano.

“Com a popularidade dos dispositivos vestíveis crescendo e os avanços na inteligência artificial, permitindo gráficos mais rápidos e perfeitos, o “processo CG-to-real” — que transforma gráficos básicos em renderizações sofisticadas — está tornando mais fácil do que nunca criar experiências digitais mais imersivas”, sugere Affonso.

Ambos os executivos destacam que os designers iniciantes precisam sentir que estão brincando e superarem a sensação de que têm que ser ótimos desde o início. “Muitos profissionais começaram a dominar as soluções de Adobe Creative Cloud testando e experimentando. O mesmo pode ser feito com o Adobe Substance 3D, aplicativo usado para a produção de conteúdo 3D”, esclarece o executivo.

 

Habilidades 2D se transformam em 3D

Allen comenta que o salto para realidade aumentada e realidade virtual, especialmente para designers baseados em habilidades e aplicativos de design bidimensional (2D), pode parecer complicado. Mas muitas das habilidades, experiências e até aplicativos podem ser transferidos para a produção de conteúdo 3D. “Os gráficos 2D não estão desaparecendo”, disse Allen. “Eles serão usados de uma maneira diferente.”

Outras competências, como por exemplo, de design thinking também são necessárias, especialmente para projetos corporativos e para clientes que gostam de ver o processo de pensamento por trás de decisões de design distintas e não apenas o projeto finalizado.

Allen recomenda que os criadores revisitem o trabalho clássico de animação e pensem em termos de storyboard e storytelling, para atualizar o pensamento e inspirar o design para movimento e espaço. Para criar com sucesso em um meio mais ativo e imersivo, todos os designers precisam pensar como diretores de cinema, até certo ponto.

 

Começar aos poucos

O designer sugere que os profissionais iniciantes se concentrem na criação e design de filtros, efeitos digitais sobrepostos em imagens da vida real que podem ser interagidas ou compartilhadas. Segundo Allen, é fácil analisar as tendências existentes, uma vez que depois de publicar o material, esses profissionais podem compartilhar entre plataformas e acompanhar métricas, como impressões e capturas do número de vezes que um usuário tira uma foto ou vídeo com um filtro específico. Mais importante que a técnica, especialmente no início, é abraçar a experimentação.

 

Onde os profissionais devem se concentrar no metaverso

Nos jogadores: estilos vestíveis, bem como criação de personagens e influenciadores virtuais também oferecem oportunidades para designers em ascensão. As pessoas gostam de se reinventar no metaverso, então há uma oportunidade para produtos que contribuam para novas identidades digitais, como roupas e itens para avatares de plataformas.

Na criação de vários mundos virtuais: é um momento de grande experimentação, com um conjunto de diferentes tecnologias competindo por atenção com diferentes graus de abertura e personalização, portanto, ter a flexibilidade de carregar projetos em diferentes plataformas do metaverso é fundamental. “É importante mostrar que você pode criar um produto e torná-lo virtual para diferentes metaversos”, disse Allen. Além disso, mostrar seu trabalho, distribuir e promover por meio de NFTs e mídias sociais aumenta sua comercialização.

“Seja para um trabalho virtual completamente imersivo ou para aumentar as visualizações do mundo real por meio de novos dispositivos vestíveis ou aplicativos, os designers são profissionais extremamente relevantes para o sucesso de empresas na promoção do conteúdo 3D para seus clientes”, conclui Alex Affonso.

 

 

Foto do topo de Mo no Pexels.

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