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Como as empresas brasileiras estão em CX Tech no comparativo global
10 de Fevereiro de 2026

Como as empresas brasileiras estão em CX Tech no comparativo global

Especialista analisa por que o Brasil lidera a adoção de tecnologia, mas ainda enfrenta desafios de integração

A tecnologia aplicada à experiência do cliente, conhecida como CX Tech, tornou-se um dos principais pilares de competitividade das empresas em todo o mundo.

Em um ambiente marcado por consumidores cada vez mais digitais e exigentes, a capacidade de integrar tecnologia, dados e estratégia passou a ser determinante para a relevância e sobrevivência das marcas.

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Nesse cenário, o Brasil se destaca de forma consistente quando comparado ao contexto global. De acordo com o relatório CX Accelerator, da Zendesk, 23,4% das empresas brasileiras já são consideradas líderes em maturidade em experiência do cliente, um percentual significativamente superior à média global de 14,5%.

Segundo Rubens Lenzi, especialista em transformação digital e diretor de CX Tech – EY, esse movimento é reflexo direto do comportamento do consumidor nacional. “O Brasil avançou rapidamente em CX Tech porque o consumidor brasileiro é digitalmente maduro e menos tolerante a experiências ruins. Isso obrigou as empresas a acelerarem a adoção de inteligência artificial, automação e análise de dados como parte central da estratégia de relacionamento”, afirma.

A onipresença de canais como o WhatsApp e a rapidez na adoção de novas tecnologias criaram um ambiente onde a inovação não é opcional. No entanto, Lenzi alerta que a liderança na adoção não significa, necessariamente, liderança na execução.

Apesar do avanço nos números, a comparação com mercados globais revela desafios estruturais. A principal diferença está na forma como a tecnologia é integrada ao negócio. Ainda que muitas organizações operem com soluções sofisticadas de CRM e automação, grande parte delas funciona de forma desconectada, criando as chamadas “ilhas de excelência”, o que limita o impacto real na jornada do cliente.

Para o especialista, a evolução da CX Tech exige mais do que apenas a compra de novas ferramentas, exige uma mudança de mentalidade na liderança. “Essa tecnologia é sobre decisões estratégicas. Quando a alta gestão entende que CX Tech impacta diretamente na receita, reputação e eficiência operacional, a transformação passa a ser estrutural”, pontua Lenzi.

Ao comparar Brasil e mundo, o cenário indica que as empresas brasileiras largaram na frente em termos de apetite por inovação e maturidade de ferramentas. Contudo, o próximo passo está em aprofundar a integração entre tecnologia e estratégia de negócio, garantindo experiências consistentes, escaláveis e centradas no cliente.

Para Lenzi, o futuro pertence a quem conseguir orquestrar essa complexidade. “O Brasil largou na frente, mas a corrida global agora é por integração e escala”, finaliza.

Imagem: iStock

 

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