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Canal do Youtube leva polícia a investigar 1,2 mil brasileiros por tráfico de maconha
19 de Julho de 2016

Canal do Youtube leva polícia a investigar 1,2 mil brasileiros por tráfico de maconha

O professor de tecnologia da informação e segurança eletrônica Sérgio Delvair da Costa, conhecido como THC Procê, foi indiciado em Brasília sob suspeita de tráfico de drogas. Sérgio tinha um canal no Youtube, onde respondia perguntas e publicava vídeos sobre cultivi de cannabis.

Além de incentivar o plantio de maconha, o canal de sérgio atraía pessoas para a cooperativa que ele mesmo criou para distribuir sementes da droga. A inteção, segundo ele em seus vídeos, era de que mais pessoas plantassem para evitar a compra de “maconha com cocô” e combater o tráfico de drogas. Entretanto, Sérgio pode ser condenado a até 20 anos de prisão em regime fechado e seus cerca de 1,2 mil seguidores também serão investigados pela polícia.

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“A Cooperativa de Cultivadores do Brasil (CCB) repassava sementes para interessados em todo o país por meio dos Correios. Nesse esquema, cada um dos envolvidos pagava um valor mensal para receber a mercadoria em casa. Nosso objetivo agora é identificar essas pessoas e saber qual o envolvimento de cada uma com esse tráfico”, disse o delegado Francisco Antonio da Silva, titular da 20ª DP (Gama) em entrevista à BBC Brasil. “O computador do THC [Procê] tinha toda a relação de seus clientes, mas ele escreveu em códigos para dificultar a investigação”, declarou.

A investigação teve início após denúncias de que THC Procê cultivava uma grande plantação de maconha em seu quintal. Sérgio declarou que a plantação era para consumo próprio e que não sabia que distribuir sementes era um crime. O advogado Emílio Figueiredo afirmou que as sementes estão num limbo jurídico e não podem ser consideradas entorpecentes. “É um fruto que não tem característica de droga. Ela também não é matéria-prima principal do processo industrial do entorpecente e por isso não pode ser tratada dessa forma.”

Após a prisão de THC Procê, três policiais civis que participaram da operação para capturá-lo gravaram um vídeo e o publicaram no canal do YouTube de THC Procê. “Quero infomar que nós temos o endereço de cada um dos senhores. Vamos bater na casa de vocês e vão responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Esse é o último vídeo do canal. Quem não é a favor dessa legalização, quem preserva a família, compartilhe esse vídeo para mostrar que a polícia está presente e que o crime dura pouco tempo”, declarou um dos policiais no filme.

 

Com informações do G1.

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