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Audiência online chega ao mesmo patamar do imprenso no Brasil
07 de Junho de 2011

Audiência online chega ao mesmo patamar do imprenso no Brasil

Redatores de plantão, preparem-se: pela primeira vez, a audiência online cresce e chega ao mesmo patamar que a conquistada pelas mídias tradicionais nos veículos brasileiros. Diante desse quadro, é possível afirmar que os editores brasileiros estão no caminho do equilíbrio entre esses formatos. Some isso ao fato de que 59,52% dos jornalistas disseram que no último ano sua audiência aumentou mais de 10%. É o que informa a pesquisa Oriella PR Network 2011, realizada no Brasil pela Vianews Comunicação Integrada.

Em 2010, 41,7% dos entrevistados brasileiros afirmavam que a imprensa e as emissoras geravam maior audiência que os veículos online. Já nesse ano, os números, apesar de apresentarem uma leve queda, estão empatados nas duas vertentes, ficando em 34,52%.
 
Esse otimismo em relação aos veículos eletrônicos é ainda endossado pelos seguintes dados: no Brasil em torno de 23,81% dos entrevistados só publicam conteúdo online. Uma das maneiras de aumentar o número de acessos é o conteúdo exclusivo. Por conta disso, 13,10% dos jornalistas colocam em torno de 60% de suas matérias novas apenas em portais, mesmo que o veículo também tenha publicações impressas ou ainda emissoras. Em compensação, outros 13,10% dos brasileiros disseram que repetem no online uma variável de 41 a 60% das matérias que publicaram nos veículos impressos. Esses números apontam uma mudança clara do material jornalístico para os meios online.
 
O presidente da pela Vianews Comunicação Integrada, Pedro Cadina, explica um dos possíveis motivos para esse percentual de conteúdo exclusivo ainda tão baixo nos veículos online: “Hoje em dia temos jornalistas trabalhando bem mais, produzindo para duas publicações. E nisso há uma zona de confluência, porque ele produz para todos os canais o conteúdo básico e depois vai adequando-os para os canais específicos. Somando isso a penetração das mídias sociais, a notícia ganha agilidade. E enquanto isso o jornal publica um resumão no dia seguinte. As mídias tradicionais estão procurando como se posicionar diante dessa nova realidade, porque elas estão em desequilíbrio.” 
 
Receita x anunciantes
Indo na contramão mundial, o Brasil apresenta um aumento visível na publicidade. De acordo com a pesquisa da Oriella, 27,38% dos entrevistados disseram que houve um aumento de até 10% na receita. A pesquisa indica que 25% dos entrevistados afirmaram que seus rendimentos em matéria de anúncios aumentaram mais de 10% nesse ano.
 
Segundo Pedro Cadina, o País vive esse fenômeno por estar economicamente estável. "Fora do Brasil ainda há uma retração do investimento em publicidade por causa da crise de 2008. No Brasil, esse momento não aconteceu. Fora que no Brasil o valor para se anunciar nas mídias tradicionais é altíssimo, o oposto dos demais países. A mídia online não nasce aqui com essa diferença. E como nós adotamos tecnologia mais rápido e temos a mídia online consolidada, o anunciante vê no online uma ponte. Se ele põe um anúncio de celular com um ‘Clique aqui e compre o aparelho tal’ ele consegue mensurar na hora o retorno daquele anúncio. Já anunciando nas mídias tradicionais, o retorno acontece a médio e longo prazo.” 
 
Cadina reforça que essa transição é um caminho que abriu possibilidades para todos, tendo em vista que o investimento publicitário se moveu das mídias tradicionais para a internet. Segundo ele, o investimento em mídia online ainda é pequeno em relação ao bolo. “O grande barato é que a internet está trazendo para o mercado publicitário pequenas empresas que não tinham acesso a isso.”
 
Para finalizar, Pedro Cadina opina sobre como será o futuro da publicidade online: “esse mercado é de empresas como o Google, que são proprietários de mídia.”
 
Clique aqui para acessar a pesquisa completa da Oriella PR Network 2011.
 
Com informações do site Comunique-se

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