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ARTIGO | Julia Roberts e os perigos de ataques cibernéticos
08 de Janeiro de 2024

ARTIGO | Julia Roberts e os perigos de ataques cibernéticos

O longa tem provocado reações desesperadas: essa é uma realidade possível

Uma invasão de hackers de proporções nunca antes vistas no planeta. Em questão de minutos, todos os sistemas de comunicação, orientação e eletricidade são impactados. O cenário apocalíptico é mostrado no filme “O Mundo Depois de Nós”. Estrelado por Julia Roberts, o longa tem provocado reações desesperadas. E, confesso aqui, me incluo na lista de telespectadores que chegaram a perder o sono. Por mais caótico que possa parecer, dá para afirmar: essa é uma realidade possível.

O Brasil é o maior alvo de ataques cibernéticos na América Latina, de acordo com o Relatório de Inteligência de Ameaças DDoS do segundo semestre de 2022. O levantamento aponta que houve um crescimento de 19% nesse tipo de crime em relação ao primeiro semestre de 2021. O País, hoje, está no topo do ranking da região, com um total de 285.529 ocorrências.

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Não à toa, o investimento em cibersegurança tornou-se prioridade para os departamentos de tecnologia da informação das empresas. Tendência que já foi apontada pela pesquisa “Antes da TI, a Estratégia”, de 2023. Nós conduzimos este estudo anualmente há mais de uma década e ele desempenha um papel crucial ao oferecer insights sobre a evolução do mercado de tecnologia da informação (TI).

A pesquisa deste ano reforçou o que todos nós já esperávamos: para 73% dos entrevistados, o desafio primordial enfrentado em 2023 é a segurança de dados das empresas. Posso assegurar, pelas conversas de bastidores que tenho diariamente com especialistas da área, que a tendência certamente vai se repetir em 2024, resultando ainda em um aumento significativo de novos investimentos.

Isso porque a cibersegurança tornou-se prioridade no orçamento dos departamentos de tecnologia da informação. O receio tem explicação. Segundo empresas do setor, a América Latina é a região no mundo mais vulnerável a ataques cibernéticos. O CIO, que está ali todos os dias constantemente sob ameaças, sabe disso. A pergunta não é mais “se” a empresa dele será atacada, mas “quando” e o quão preparada ela está para aquela invasão.

Por isso, as companhias brasileiras têm colocado o tema na lista de prioridades. Mas quando falamos de cibersegurança, tem uma parte fundamental, que pode ser mais decisiva do que o aumento dos investimentos: os colaboradores. Muitas das invasões ao sistema de empresas começam pelo que chamamos de phishing. O termo vem da palavra pescaria em inglês, pela semelhança da tática: lançar a isca para ver quem cai. Os hackers usam e-mails corporativos para enviar links perigosos, e anexos com malware e ransomware. Os ataques de phishing dispararam este ano.

Temos aqui, então, o grande desafio: treinar e preparar os funcionários das empresas para entender o perigo desse tipo de atitude dentro do ambiente corporativo e os impactos de um ataque cibernético para a companhia e seus colaboradores.

Mesmo com toda a lição de casa feita, não posso garantir que não sofreríamos com as consequências de um ataque cibernético em massa, mas pelo menos estaríamos mais preparados para dar uma rápida resposta.

Por André Cavalli, CEO do IT Forum.

Foto: Freepik

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