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Artigo: Engatinhando na internet.
23 de Setembro de 2015

Artigo: Engatinhando na internet.

por Bruno Pompeu*

Toda vez que escuto que o mercado está “engatinhando na internet” penso:
·      Somos mais de 100 milhões de internautas no Brasil;
·      O e-commerce no Brasil fatura mais de R$ 30 bilhões de reais por ano;
·      As marcas online já se enquadram nas marcas mais valiosas do mundo;
·      O share de investimento em mídia na internet no mundo, já disputa o primeiro lugar.

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Quando na verdade em vez de dizer que “engatinhamos na internet”, prefiro dizer, nos fazemos de “míopes da internet”! e digo isso com algum ganho de causa, acompanhando esse mercado há algum tempo.

 

Sofremos de um verdadeiro frenesi, quando algum cliente aparece como manchete inovando na internet, fazendo um “viral”, ou surge uma nova rede social ou um app que é divulgado nas mídias tradicionais. Pois é ela que impacta os empresários. É ela que fala com um pequeno e seleto grupo que detém o investimento e verba para realmente inovar, que por sua vez estes com sua devida cautela, vão buscar informações nos meios errados, naqueles que também não tem em sua natureza o universo digital e dizem que este negócio ainda não está definido, que ainda é um grande mistério.

Enquanto isso, pequenos jovens se tornam milionários com suas criações binarias digitais, não se importando com alguns conceitos e criam a partir do 01 (binário), ferramentas, sites, app, e verdadeiras histórias a serem contadas.

Com isso cabe ao mercado despreparado em tomar as rédeas de um negócio que por incrível que pareça já gera resultados (aqui cabe um pouco de sarcasmo) para anunciantes online, que estão nisso há mais de 15 anos, que acreditaram na onda da internet, no digital, produtos, negócios e pessoas.

 

Temos que parar com a dúvida e começar a realmente a nos perguntar ou perguntar aos anunciantes, empresários e agências, se eles têm dúvidas com a internet ou o meio digital, que desliguem seus sites, e-mails, que parem de entrar na internet e navegar, cancelem suas contas de Facebook, Twitter, Google e daqui a 10, 15 ou vinte anos, verão se suas marcas sobreviveram.

 

Causa-me grande dúvida a questão de empresas de grande porte se dizerem com dúvida no meio, e o que percebo na real, é que existe muita dúvida nos profissionais que atuam no meio, pois já vi de quase tudo neste mercado, agora do meio, não!

Melhor, quando assisto vídeos, entrevistas, palestras com profissionais de outros meios, sem preconceito algum, entendo que todos os meios têm sua relevância, seu momento de impacto, seu resultado, mas percebo que eles usam esse caminho para se defender dizendo que o digital é ainda “UM GRANDE MISTÉRIO”, ou melhor “QUE AINDA NÃO ESTAMOS MADUROS PARA ESTE NEGÓCIO – INTERNET”.

Pessoal, na boa, prefiro que o meio se diga relevante dentro do target, dentro da percepção de valor, dentro do branding, para devido target, do que tentar descredenciar a internet como meio, dizer que banner não funciona, ou que um modelo de marketing digital é melhor que o outro.

Enquanto alguns estão tentando entender como mensurar a internet, a maioria dos marqueteiros digitais nem discute mais isso, pois os dados estão abertos e são usados constantemente.

Como disse no início, alguns meios são o principal elo de contato de um seleto grupo, que pode servir como porta para um universo muito maior, mais ainda estamos com a garras inteiramente fincadas no local onde nos dá segurança. Digo isso, porque quando este novos anunciantes iniciam no digital, não procuram a solução de quem já está lá ha tanto tempo, quanto a mesma existe, e sim um modelo de “enjambreition” de alguém que sabe usar ferramentas e redes sociais de forma ainda amadora, tem menos de 27 anos e se diz entendido de internet (mais uma vez sem preconceitos com aqueles que realmente têm menos de 27 e entendem do negócio que existe há 26 anos). Por fim, a ação, produção digital proposta, não funciona como a expectativa que ele tem do meio e vai logo culpando o meio.

 

Bom, vamos ser realistas, internet não é fácil, não é barato, não é tão dinâmico quanto acha, se constrói na cabeça de muitos, mas é uma grande ferramenta que fatura, somente no e-commerce dos EUA, mais de U$ 300 bilhões por ano, que fez com que o Google se tornasse a marca mais valiosa do mundo na frente de Coca Cola, fez com que cases como pôneis malditos, ultrapassassem o universo Brasil, assim como os cantores de British Got a Talent. Enfim, a internet não é esse mundo que ainda está para ser descoberto, é um universo de possibilidades em constante evolução, então digo  #NÃOTENHAMMEDODEINVESTIREMINTERNET e procure sempre um professional!.

*Bruno Pompeu é publicitário e diretor da FITMEDIA

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