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ARTIGO | Efeito Pix: O impacto de novas tecnologias no mercado de plataformas de gestão
11 de Janeiro de 2023

ARTIGO | Efeito Pix: O impacto de novas tecnologias no mercado de plataformas de gestão

por Anderson Cichon

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Com novas tecnologias surgindo a todo instante, o mercado precisa estar mais preparado do que nunca. Muitas delas vieram para facilitar o dia a dia, e é necessário se adaptar o quanto antes a essas mudanças.

O PIX é uma delas. O sistema de pagamento, projetado inicialmente no governo de Michel Temer, foi oficialmente lançado em 5 de outubro de 2020, com funcionamento integral a partir de 16 de novembro do mesmo ano. O pix é um modelo de transferência monetária instantânea que, com sucesso, passou a ser adotado por boa parte dos estabelecimentos e cidadãos brasileiros. A vantagem da ferramenta, entre as outras opções de transferências tradicionais, é além da instantaneidade, o funcionamento 24 horas e sem cobrança (até o momento) de taxas entre pessoas físicas.

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Para compreender o alcance do PIX no mercado fitness, nós da Tecnofit fizemos um levantamento com uma amostragem de 4.163 empresas do ramo em todo o Brasil, entre janeiro e outubro deste ano. A ideia é compreender a taxa de aceitação nesse público específico (frequentadores/clientes de academias e espaços fitness), o que não necessariamente representa as demais categorias de prestação de serviços.

Para tal estudo, consideramos três critérios de avaliação:
• volume total de transações por meio de pagamento;
• volume total de transações por meio de pagamento e mês;
• volume de vendas por meio de pagamento e mês.

Os dados constatam que o PIX é a terceira forma de pagamento mais usada, atrás do cartão de crédito e dinheiro em espécie, entretanto, o volume de transações no débito diminuiu em 10%, ao passo que o PIX cresce 10% a cada mês. Além disso, a nova modalidade substituiu 59% dos TED/DOC.

Ainda que o PIX não seja uma hegemonia na comunidade brasileira, e talvez isso nem aconteça 100%, acredito que ele tenha se estabelecido como preferência por boa parte do público. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) apontou em 2021, uma aprovação de 99% entre os jovens de 18 a 24 anos, enquanto que o público de mais de 60 anos tem uma aprovação de apenas 65%. Como se trata de uma tecnologia recente é normal que haja essa diferença entre um grupo que já está naturalmente mais conectado que o outro.

Mesmo com essa questão, acredito que a modalidade já se posicionou com uma das principais do mercado e há uma tendência para que assuma a primeira colocação no futuro, ainda que enfrente um pouco de resistência em algumas parcelas da população. O PIX é um produto brasileiro e atualmente só funciona nacionalmente, entretanto, com o Bank Of International Settlements tem estudado uma tecnologia capaz de replicar o sistema PIX entre cerca de 60 países, é muito provável que a confiança nesse tipo de transação se estabeleça, substituindo o TED/DOC, por exemplo, de vez.

O próximo passo é compreender o impacto dessa modalidade na nossa fatia do mercado. Identificar se o PIX é um fator importante para o aumento no número de clientes, já que em um estudo realizado pela Tecnofit, entre os anos de 2019 e 2022, foi constatado que em 794 estabelecimentos fitness, o número de alunos cresceu em média 18%, sendo que entre 2021 e 2022, houve um aumento de 28,18%.

Analisar o efeito do PIX nos estabelecimentos é importante não só para mensurar o impacto da tecnologia na operação, como também entender o comportamento do consumidor moderno, que está cada vez mais receptivo às novas tecnologias. Além disso, oferecer o pix como forma de pagamento pode ser benéfico também para a saúde financeira da empresa, uma vez que não há taxas envolvidas e o dinheiro cai na conta no momento da transação. Trata-se, a meu ver, de uma ótima oportunidade de assimilar o atual momento e se preparar para o futuro do mercado.

 

Anderson Cichon é cofundador e CTO da Tecnofit, plataforma de gestão focada no segmento fitness e bem-estar. Em 2006, o desenvolvedor de software Anderson Cichon vislumbrou o projeto que, após mais de uma década, se tornaria a Tecnofit. Na época, o programador recebeu o desafio de criar um sistema digital para auxiliar administradores de academias na gestão de alunos e professores. No início, Anderson acumulou a função de liderar a Tecnofit e o trabalho como desenvolvedor na empresa curitibana Polvo Digital, agência de marketing digital e desenvolvedora de softwares. Lá, conheceu seu futuro sócio e atual CEO da Tecnofit, Antonio Maganhotte Junior. Em 2016, os executivos deram início à Tecnofit. Hoje a companhia detém cerca de 17% do mercado, sendo assim, considerada líder no Brasil em plataforma de gestão para o segmento fitness e bem-estar. Com sede em Curitiba, Paraná, a Tecnofit conta com mais de 160 colaboradores.

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