Por Roland Roderjan
O Cafundó Estúdio Criativo, onde trabalho, está sempre de olho nos diversos tipos de mídias digitais. Por isso, resolvemos analisar como anda o mercado dessa mídia aqui no Brasil.
Há pouco tempo apareceu no site da Apple a notícia que a iTunes Store chegou ao número de vinte e cinco bilhões de downloads. Esse número reflete a demanda mundial para esse mercado. Segundo a Apple, hoje sua App Store conta com 550 mil aplicativos a venda, sendo 170 mil nativos para iPad. O Brasil, apesar de possuir uma grande presença de usuários nas redes sociais, produz apenas 1,4% dos aplicativos existentes no mundo. Especialistas apontam alguns fatores para explicar o fraco desempenho nacional nesse mercado, como a falta de mão-de-obra especializada e o baixo investimento no setor se comparado, por exemplo, a países como a Coréia do Sul ou Estados Unidos.
Dentro do país a produção é bastante descentralizada, com destaque para o Sudeste, onde estão as três cidades que mais produzem aplicativos no país: São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Completando o ranking das 10 cidades mais produtoras estão: Recife, Curitiba, Brasília, Salvador, João Pessoa, Fortaleza e Porto Alegre.
Os desenvolvedores nacionais priorizam a produção de aplicativos para IOS (sistema da Apple), mesmo com o crescimento do Android. A grande aceitação do público ao sistema da Apple com o iTunes justifica essa escolha. Também chama a atenção o fato de que as desenvolvedoras de aplicativos no Brasil dependem da demanda de grandes empresas para sobreviver, como Petrobrás, Skol e McDonald’s. Investir em aplicativos independentes para serem vendidos por US$ 1 pode ser interessante, mas não gera grande lucro.
Um case ficou conhecido dentro da produção idependente de aplicativos. Pedro Henrique Franceschi era apenas mais um garoto fissurado em games quando criou, aos 12 anos de idade, o primeiro aplicativo do mundo capaz de desbloquear o ipod touch, para poder rodar outros softwares dentro do aparelho. Aos 14 anos ele já dá palestras sobre o mercado mobile e trabalha dentro de uma empresa como desenvolvedor.
Pedro Henrique Franceschi
Estas são as listas dos dez aplicativos mais baixados na iTunes Store brasileira:
Apps gratuitos
1. Facebook
2. Skype
3. Windows Live Messenger
4. Viber
5. Instagram
6. Twitter
7. Google Translate
8. Google Earth
9. Find my iPhone
10. Facebook Messenger
Apps pagos
1. WhatsApp Messenger
2. Pinguim Fugitivo
3. iRadar Brasil
4. Camera+
5. Minhas Despesas
6. Televisão ao Vivo
7. Veja Comer & Beber
8. iBeer
9. Palavras Cruzadas
10. Hellkid
Mundialmente o grande sucesso de 2011 foi o jogo Angry Birds, que não é vendido na App Store brasileira, e recebeu uma nova versão no mês passado com direito a lançamento mundial feito por um astronauta direto da estação espacial, e obteve a marca de dez milhões de downloads em apenas três dias.
Os aplicativos para mobile já estão sendo consumidos com voracidade pelos usuários de tablets e smartphones e o Brasil dispõe de potencial para ser um dos maiores produtores e consumidores de games e aplicativos no mundo. Sendo assim, esse mercado pode ser uma grande oportunidade para quem souber investir nisso e tiver a criatividade necessária para se destacar entre a massa.
Alguém se arrisca?
*Roland Roderjan é criativo digital do Cafundó Estúdio



