O Google ficou acessível na China, após seis anos censurado pelas autoridades do país. Internautas chineses publicaram que a plataforma ficou disponível durante um breve período de tempo até a madrugada de segunda-feira (28).
Segundo o jornal independente de “Hong Kong South China Morning Post” (SCMP), que citou testemunhos de usuários da China em redes sociais e sites, o buscador esteve operacional das 23h30 (12h30 em Brasília) da noite de domingo (27) até duas horas depois. Apesar disso outros serviços da empresa, como o Gmail, e outras páginas da internet, como o Facebook, continuaram censuradas.
A explicação que alguns meios chineses deram em suas contas no Weibo, o Twitter chinês, e no WeChat, um híbrido de Whatsapp e Instagram, foi que o Google introduziu uma série nova de servidores IP para algumas zonas da Ásia e que o aparelho censor demorou a reconhecer até bloquear o buscador de novo.
O Google encerrou de forma abrupta a maioria de suas operações na China continental em 2010 por causa dos ataques cibernéticos contra usuários do Gmail e dos desacordos com o governo sobre a censura dos resultados de busca.
Eric Schmidt, o presidente-executivo do Alphabet, a matriz do popular buscador, afirmou em novembro em um fórum tecnológico em Pequim que o Google quer aumentar sua presença na China e que está em constante diálogo com as autoridades do país.
Outras empresas de internet, como Facebook, YouTube e Twitter, e vários meios de comunicação estrangeiros são vítimas da censura cibernética chinesa, e só podem ser acessados através das chamadas “redes privadas virtuais” (VPN), ferramentas que permitem aos internautas ocultarem o endereço IP e navegar como se estivessem em outro país.