Dois terços dos adultos nos EUA já se depararam com resumos gerados por IA em seus resultados de busca, mas menos pessoas os consideram úteis ou confiáveis, é o que afirma uma pesquisa do Pew Research Center.
Entre os adultos dos Estados Unidos, 65% já se depararam com resumos gerados por IA nos resultados de busca, sendo que 45% afirmam vê-los com muita frequência ou com regularidade. Apenas 17% dizem que raramente ou nunca encontram esse recurso. A pesquisa revela ainda um contraste geracional: 62% dos jovens de até 30 anos afirmam vê-los com frequência, contra apenas 23% dos adultos com 65 anos ou mais, uma diferença de 39 pontos percentuais.
Por sua vez, o nível de escolaridade também influencia: 57% dos graduados universitários já encontraram resumos de IA, frente a 38% dos adultos com menor escolaridade. Quanto à percepção de utilidade, 20% consideram as informações muito úteis, 52% acham que são mais ou menos úteis e 28% não veem utilidade alguma ou quase nenhuma. No quesito confiança, 53% dizem confiar ao menos um pouco no conteúdo, mas apenas 6% confiam totalmente, enquanto 46% afirmam ter pouca ou nenhuma confiança.
Os dados sugerem um descompasso entre o entusiasmo de empresas como o Google, que aponta 1,5 bilhão de usuários mensais em mais de 200 países e um aumento no uso das buscas, e a forma como as pessoas realmente percebem a tecnologia. Resumos de IA ainda são novidade, então é natural que os consumidores tenham certa cautela. Mas os altos índices de desconfiança podem indicar uma frustração maior com a ideia de inteligência artificial.
Enquanto isso, empresas relatam dificuldade em medir retorno sobre investimentos em IA, e a expressão “isso é IA” já virou gíria escolar para algo considerado falso. O futuro de uma IA cada vez mais autônoma, como imaginam as big techs, pode encontrar um público bem mais cético.

Foto: Freepik
Fonte: WARC
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