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Além da IA: quais são os destaques da tecnologia e inovação?
10 de Janeiro de 2024

Além da IA: quais são os destaques da tecnologia e inovação?

A capacidade brasileira de se adequar a novos conceitos têm colocado as empresas nacionais em um patamar mais alto

Com a inovação sempre bem-vinda no mundo corporativo, a capacidade brasileira de se adequar a novos conceitos têm colocado as empresas nacionais em um patamar mais alto em relação aos demais países.

O Innovation Index, levantamento feito com 6,6 mil líderes de Negócios e TI em 45 países, aponta que as organizações do Brasil estão acima da média global quando o assunto é o reconhecimento da importância da inovação – 97% aqui, contra os 86% da média global.

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A adequação a esse cenário nunca foi tão importante; com o mercado ávido por mudanças, adaptar-se é o que mantém a competitividade, e isso tem impulsionado as instituições no processo de transformação digital. Afinal, as empresas que abraçam a inovação conquistam a relevância no setor, constroem uma marca forte e se posicionam melhor para atrair potenciais investidores.

“Implementar recursos e ferramentas de tecnologia e inovação tem sido a grande estratégia das companhias em busca da eficiência e da sobrevivência; garantir que elas atinjam a maturidade para incorporar essas novidades deve ser prioridade dos gestores”, defende Rodrigo Bürgers, Partner Director da Play Studio, uma empresa do grupo FCamara de consultoria em inovação e venture building. A FCamara, multinacional brasileira, é um ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro dos negócios.

Por isso, além das soluções que já deram o que falar em 2023, outras precisam estar na pauta das empresas que querem crescer ou se manter em destaque em 2024. A seguir, o executivo lista as principais. Confira:

Inteligência artificial

Como em 2023, o tema continuará presente e forte. No entanto, a discussão ultrapassa os benefícios das ferramentas e avança sobre eficiência operacional, análise de dados e, principalmente, regulamentação e ética. Aos poucos, a IA deixa de ser uma solução única para se tornar uma solução integrada, uma aliada que atravessa setores e permeia as rotinas.

Um ponto de destaque na trajetória da IA é o setor de educação. A ferramenta estimula o conhecimento, com os algoritmos personalizando todo o conteúdo educacional conforme o desempenho e as necessidades individuais dos alunos. “Percebo que processos de transformação digital que envolvem esse segmento continuarão em destaque, pois a busca por uma metodologia eficaz, impulsionada pela tecnologia, reflete o interesse em aprimorar sistemas educacionais pelo mundo”, pontua Rodrigo.

Mas, para alimentar algoritmos tão inteligentes, as big techs precisam de mais e mais informações dos usuários; então, deve continuar em alta o debate sobre coleta massiva de dados por parte das grandes companhias. A discussão é ética e moral, girando em torno de permitir ou não que as empresas decidam o que fazer com todo o conhecimento captado da navegação alheia.

Impacto da pandemia

Com o avanço da transformação digital, acelerado pelo distanciamento social obrigatório, houve um boom de inovação em todos os setores. Ao buscar superar tantas restrições e manter a eficiência dos negócios, o segmento tornou-se rico em ideias e formas alternativas de desenvolvê-las, uma “primavera tecnológica” que ficou de herança para os anos seguintes. Aqueles que ainda não se adequaram terão que se adaptar quanto antes — isso se já não estiverem enfrentando a obsolescência.

Sustentabilidade e transição energética

Recursos capazes de mitigar os impactos ambientais continuarão em alta, especialmente com o crescente foco na transição energética e na inovação. Segundo Burgüer, os Estados só serão capazes de entregar as métricas de sustentabilidade para um mundo melhor se puderem contar com a inovação, pois ambos os assuntos estão atrelados.

“Chama a atenção a forte ênfase em sustentabilidade na Europa, especialmente na transição energética. A discussão envolve metas ambiciosas de descarbonização e evolução para energias renováveis. Fica evidente que a inovação é fundamental nesse processo, conectando ecossistemas, novas tecnologias e formas colaborativas de trabalho”, conta.

Colaboração

A inovação amadureceu ao ponto de deixar de ser tendência e apresentar resultados tangíveis. Ao mesmo tempo, o mercado amadureceu o suficiente para demandar da inovação tais resultados concretos. Empresas, investidores e governos passaram a compreender que colaborar uns com os outros pode acelerar o desenvolvimento de novas soluções, aumentar a eficiência das operações e, consequentemente, as chances de sucesso para toda a cadeia.

Colaborar com múltiplos parceiros, incluindo concorrentes, também permite a distribuição de riscos, recursos e aprendizado. Inovar envolve tentativas, testes e falhas; portanto, muitas iniciativas podem não atingir os resultados previstos logo de início. As diferentes perspectivas também ajudam a alcançar uma visão holística e mais abrangente dos problemas, identificando lacunas e oportunidades que podem não ser evidentes quando se trabalha isoladamente.

“A inovação só vai acontecer por meio da colaboração entre diferentes setores e empresas, com a tecnologia facilitando a resolução dos desafios cotidianos. Como em todos os processos, também existe o risco de dar errado; no entanto, quanto mais trouxermos visões e perspectivas diferentes, para nos ajudar, melhor. A cadeia amadurece e evolui em conjunto”, conta o executivo.

Foto: Freepik

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