No penúltimo jogo do Brasil, contra a Colômbia, no dia 04 de julho, muitos brasileiros se sentiram revoltados e tristes, desesperançados com a Copa. Viram seu maior ídolo, Neymar, levar uma joelhada nas costas do jogador colombiano Zuñiga, que acabou quebrando uma vértebra (L3), e o tirou do campeonato. Diversas pessoas após o ocorrido, afirmaram: “sem o Neymar, não tem Copa”. Será que estavam prevendo alguma coisa?
Nesta terça-feira, dia 08 de julho, a torcida estava animada, e com alguma esperança renovada ao saber que Neymar irá se recuperar, apesar de que não jogaria na partida contra a Alemanha, e ele até mandou um vídeo-mensagem para desejar boa sorte ao Brasil.
Infelizmente, essa animação durou pouco. Apesar de toda a energia positiva enviada pelo Neymar, e pelo capitão do time Thiago Silva (que não pôde jogar também por ter sido suspenso), após apenas 11 minutos de jogo a Alemanha marcou seu primeiro gol contra o Brasil. E depois veio mais gols aos 23′, 24′, 26′, 29′, 69′ e 79′. Sim. Foram 7 (sete) gols da Alemanha. 5 deles em menos de meia hora. O Brasil? Marcou somente 1 gol, o chamado “gol de honra”, no último minuto do jogo [clique aqui para assistir a todos os gols da partida].
7×1… esta foi a pior derrota da história futebolística do Brasil, dentro ou fora da Copa do Mundo. Última vez que perdemos de goleada não era nem mesmo Copa do Mundo, mas o Campeonato Sul-Americano, que perdemos de 6×0 pro Uruguai, em 18 de setembro de 1920.
Os brasileiros manifestaram todos os tipos de sentimento nas redes sociais, durante e depois do jogo: raiva, choque, indignação, decepção, tristeza… no máximo os descendentes de alemães, de cidades como Blumenau ou São Pedro de Alcântara, manifestaram alguma alegria. Tanto os brasileiros como os estrangeiros, ligados ou não ao futebol, ficaram se perguntando o que houve com a nossa seleção. Principalmente nos 5 primeiros gols, que foram um atrás do outro e deixaram os jogadores numa espécie de estado de choque, querendo não acreditar e ao mesmo tempo não conseguindo ter reação alguma. Pareciam perdidos.
Depois do jogo, não foi diferente: ao serem perguntados pela imprensa sobre o que aconteceu ali, ninguém conseguia responder. O goleiro Júlio César tentou: “explicar o inexplicável é complicado”. David Luiz, querido pela torcida por seu comportamento amigável dentro e fora do campo, aos prantos, falou ao repórter: “eu só queria dar felicidade ao meu povo, ver as pessoas sorrirem. Peço desculpas a todos os brasileiros. Todo mundo sabe o quanto isso era importante pra mim fazê-los felizes”. Bem, ele poderá dar um último suspiro de felicidade ao eliminado Brasil neste sábado, às 17h, contra o vencedor do duelo entre Argentina e Holanda, disputando o amargo 3º lugar do campeonato.
Culpa? O povo culpou diferentes pessoas, mas o técnico Felipão assumiu a culpa numa coletiva de imprensa: “Quem é responsável quando a equipe se apresenta? Quem é colocado como técnico? Quem é responsável pelas escolhas? Sou eu. O resultado pode ser dividido porque os jogadores querem, porque dividimos as responsabilidades. Mas as escolhas, a parte tática, sou eu… o responsável sou eu. Vou ser lembrado pela pior derrota, mas era o risco. Quando assume o risco, tem que assimilar e seguir a vida”.
Nas redes sociais, surgiram mensagens e imagens de todos os tipos, relacionados ao ocorrido, manifestando todo o tipo de opinião. E, claro, como todo bom brasileiro, também surgiram as piadinhas e ironias.
Confiram alguns exemplos (o primeiro é um vídeo, o restante são imagens):
Texto: Fernanda Amaral – Redatora do AcontecendoAqui e uma das autoras do livro “Para onde caminha o jornal impresso“.
Imagens: Todas publicadas no Twitter e no Facebook



























